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Tempestade agita Nampula e provoca danos ainda incalculáveis

Nampula
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A tempestade Ana faz-se sentir um pouco por toda a região norte de Moçambique, com registo de estragos avultados. As autoridades provinciais de Nampula já se reuniram para delinear estratégias de apoio às vítimas.

A província moçambicana de Nampula está desde a madrugada desta segunda-feira (24.01) a ser assolada pela tempestade tropical Ana. Alguns territórios noutras províncias do norte de Moçambique foram igualmente afetados. O cenário de

destruição é desolador, sobretudo em Nampula, embora as autoridades governamentais, e não só, ainda desconheçam os estragos no terreno. Há equipas multissetoriais a trabalhar para apurar os estragos.
Governo provincial em alerta
O Governo de Nampula convocou uma reunião do Comité Operativo de Emergência para, junto do Executivo e parceiros, procurar soluções imediatas, enquanto decorre o levantamento dos danos causados pela tempestade, tal como assegurou o governador provincial, Manuel Rodrigues.
O governante queria receber no encontro as respostas concretas às suas questões: "Face a esta informação [de ocorrência da tempestade], como é que estamos e o que é podemos dizer? Que propostas podemos avançar em relação a este fenómeno?", perguntou aos participantes.

A depressão tropical Ana afeta quase todos os distritos da província de Nampula, mas com maior incidência os de Angoche, Moma, Larde, Mogovolas, Monapo e a capital provincial, onde já há relatos de destruição de centenas de casas, escolas, hospitais e rede elétrica. Há ainda relatos de pelo menos duas crianças feridas em Angoche.
Organizações estatais e ONG encaminham apoios
O delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), Alberto Armando, disse que a sua instituição está preparada para o encaminhamento dos primeiros apoios, mas com insuficiência de víveres. "Nós como INGD estamos a sistematizar aquilo que as diferentes organizações fizeram referência e mais tarde deveremos explorar tecnicamente como é que algumas ajudas serão canalizadas, em função das redes viárias, que se encontram comprometidas devido à intransitabilidade", disse.

Também várias organizações não governamentais já garantem apoio às populações afetadas. Jorge Palamussa, oficial de Proteção do ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados - assegura que "enquanto ACNUR, estamos ainda em conversações para determinar a nossa capacidade de apoio, em matéria de bens não alimentares".
"Nos próximos dias poderemos voltar a discutir essa questão, em comunicação com o Governo provincial. Nós por agora podemos informar que temos possibilidades de apoiar os mais afetados com mantas e kits de abrigo, portanto lonas e rolos de coberturas [casas de construção precária]", garantiu.
José Miguel, Secretário Provincial da Cruz Vermelha em Nampula, informou que a sua organização já está no terreno para dar o seu apoio às populações mais vulneráveis. "Temos kits de abrigo para assistência a 300 famílias, nesta primeira fase, e também [purificadores de água] e sabão", disse.
E o representante da Plan International, Abu Bacar, referiu que a organização tem planos e fundos para dar apoio urgente às famílias desabrigadas em Moma, Mogovolas e Meconta. "Já temos assegurado esses apoios, para além do orçamento, que vai depender muito da lista das necessidades", avançou.

Linhas Aéreas de Moçambique cancelam voos devido a tempestade
As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) suspenderam hoje diversos voos domésticos devido à tempestade tropical Ana, que afeta o norte e centro do país. Devido a "chuva intensa e ventos fortes, os voos de hoje para a região norte e para algumas cidades da zona centro estão cancelados", anunciou a companhia. O cancelamento dos voos abrange Nampula, Nacala e Pemba, no norte de Moçambique, e Quelimane, Tete e Chimoio, no centro.
Na passada sexta-feira, a Cruz Vermelha Internacional lançou um alerta para o risco de uma intempérie, acompanhada por inundações, cuja previsão era de afetar entre 25 a 300 mil pessoas. Na atual época de tempestades (de outubro a abril), pelo menos 14 pessoas morreram e outras 53.269 foram afetadas por desastres naturais, segundo o mais recente relatório do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) de Moçambique.

 

Fonte:da Redação e da dw
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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