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Em Angola, a fronteira da Lunda Norte voltou a colocar em evidência os riscos da mobilidade irregular, depois de cidadãos da República Democrática do Congo atravessarem, de forma ilegal, o cordão sanitário instalado para evitar a entrada de potenciais casos de Ébola. O foco recai sobre as zonas diamantíferas da província, onde alguns indivíduos se instalam à procura de diamantes, desrespeitando as medidas de controlo vigentes. De acordo com informações oficiais, esta semana mais de 170 cidadãos em situação irregular foram detidos pelas autoridades angolanas na Lunda Norte e repatriados para a RDC. A operação ilustra o desafio de conciliar a atividade diamantífera, muitas vezes informal, com a necessidade de manter a saúde pública e a segurança fronteiriça, num contexto em que os órgãos de defesa e segurança mantêm a fiscalização apertada na fronteira. As autoridades reforçam o compromisso de proteger as comunidades fronteiriças e de cumprir os protocolos de saúde, sublinhando que entradas irregulares não serão toleradas. A ocorrência evidencia a necessidade de uma cooperação regional mais estreita para gerir as dinâmicas fronteiriças, assegurando a segurança, a continuidade da atividade económica legal e a integridade dos serviços de saúde na região.

Fonte: da Redação e da Rfi
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Angola regista uma frente adicional na fronteira com a República Democrática do Congo, onde cidadãos congoleses têm furado o cordão sanitário instalado na região da Lunda Norte na tentativa de fixar-se nas zonas diamantíferas, apesar da presença constante de órgãos de defesa e segurança que vigiam a fronteira para impedir potenciais casos de Ébola. Nesta semana, mais de 170 indivíduos em situação irregular foram detidos pelas autoridades angolanas e repatriados para o seu país de origem. As autoridades reiteram que o cordão sanitário é uma medida crucial para evitar a propagação de Ébola, especialmente numa fronteira onde o controle de entradas é intensificado. O balanço desta semana mostra a detenção de mais de 170 pessoas em situação irregular, cuja repatriação foi efetuada de forma célere, de acordo com os procedimentos legais. Em termos de leitura mais ampla, o episódio ilustra os desafios contínuos na gestão de uma fronteira sensível entre Angola e RDC, onde as ações de saúde pública se cruzam com a fiscalização de migração. As autoridades deixam claro que a proteção da saúde pública e da soberania fronteiriça permanece prioritária, e que a repatriação de cidadãos sem autorização continua a fazer parte das respostas oficiais.

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Em Angola, cidadãos da República Democrática do Congo têm atravessado ilegalmente o cordão sanitário montado na fronteira da Lunda Norte, instalando-se em zonas onde há atividade diamantífera, mesmo com a presença contínua de órgãos de defesa e segurança que monitorizam a entrada para evitar a entrada de potenciais casos de Ébola. A operação pretende manter a saúde pública sob controle numa região de forte atividade mineira e de sensibilidade sanitária. Nesta semana, mais de 170 pessoas em situação irregular foram detidas na província e repatriadas pelas autoridades angolanas, segundo informações oficiais. O episódio evidencia a persistência de deslocamentos ilegais na região fronteiriça, gerando preocupações tanto em matéria de segurança como de saúde pública, e reforça a necessidade de reforçar as ações de fiscalização e vigilância. Apesar destas detenções, a situação sublinha a importância de manter protocolos de vigilância sanitária e controlo de fronteiras, em particular em áreas diamantíferas, para proteger as comunidades locais e evitar riscos à saúde pública, sem impedir, simultaneamente, a atividade económica legítima da região.

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sociedade civil propõe que 2025 seja declarado ano de combate à Violência Baseada no Género

Cabo Verde

Em Cabo Verde, a Rede interinstitucional de promoção de igualdade entregou ao Governo uma proposta de declaração de 2025 como o Ano da prevenção e combate às Violências Baseados no Género (VBG).

doenças mentais aumentam devido a substâncias tóxicas

Cabo Verde

Presidente ausculta partidos sobre situação política nacional

Cabo Verde

A Guiné‑Bissau viveu, nesta sexta‑feira, um novo capítulo de tensão política ao colocar em prisão preventiva Domingos Simões Pereira, líder do principal partido de oposição. O episódio foi destacado na coluna “Semana em África”, que faz um recorte dos acontecimentos mais relevantes do continente. Domingos Simões Pereira, figura de destaque na cena política guineense, foi detido pelas autoridades sob alegação de risco de fuga e de interferência nas investigações em curso. A medida, anunciada pela Procuradoria‑Geral, ocorreu pouco depois de intensas mobilizações da oposição, que tem denunciado irregularidades nas últimas eleições presidenciais e legislativas. O líder do Partido Social Democrata (PSD) tem sido uma voz crítica ao governo de Umaro Sissoco Embaló, acusando-o de práticas autoritárias e de manipulação do sistema judicial para silenciar adversários. A decisão gerou reações imediatas tanto no âmbito interno como internacional. Organizações da sociedade civil guineense condenaram a prisão como um retrocesso à democracia, enquanto representantes de países parceiros e de organismos regionais solicitaram esclarecimentos e o respeito ao direito ao devido processo. Advogados de Simões Pereira já apresentaram recurso para revogação da medida, argumentando que não há evidências concretas que justifiquem a restrição da liberdade do opositor. A detenção de Simões Pereira pode aprofundar a crise política que já se instalou no país, onde a instabilidade institucional tem sido recorrente nos últimos anos. Observadores apontam que o episódio pode desencadear novas manifestações nas ruas e pressionar o governo a buscar um diálogo mais amplo com a oposição, sob pena de agravar ainda mais a já frágil situação de governança. O futuro da Guiné‑Bissau dependerá, em grande parte, da capacidade das partes envolvidas de encontrar uma solução pacífica que assegure a continuidade do processo democrático. Em suma, a prisão preventiva de Domingos Simões Pereira marca mais um ponto de viragem na já turbulenta trajetória política da Guiné‑Bissau, suscitando dúvidas sobre a independência do sistema judicial e a estabilidade do país. O desenrolar dos próximos dias será crucial para definir se a nação avançará rumo a um consenso político ou se continuará a enfrentar ciclos de confrontação e incerteza.

Fonte: da Redação e da Rfi
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A Guiné‑Bissau viveu, nesta sexta‑feira, uma nova reviravolta política ao colocar o líder da principal força da oposição, Domingos Simões Pereira, em prisão preventiva. O caso foi anunciado pelo Ministério da Justiça, que alegou que o antigo primeiro‑ministro estaria envolvido em atos que poderiam ameaçar a ordem pública e a segurança do Estado. Domingos Simões Pereira, que já ocupou o cargo de primeiro‑ministro entre 2004 e 2008 e lidera o Partido Socialista da Guiné‑Bissau (PSGB), tem sido uma figura central nas discussões sobre a estabilidade democrática do país. A sua prisão ocorre num contexto de tensão crescente entre o governo de Umaro Sissoco Embaló e a oposição, que tem denunciado práticas autoritárias e falta de transparência nas instituições. Organizações de direitos humanos e observadores internacionais manifestaram preocupação, pedindo que o processo legal seja conduzido com respeito ao devido processo e às garantias fundamentais. A medida levanta dúvidas sobre o futuro do panorama político guineense, sobretudo quanto à possibilidade de diálogo entre as partes. Enquanto a comunidade internacional aguarda esclarecimentos, a população local acompanha com atenção os desdobramentos, temendo que a escalada de confrontos possa comprometer ainda mais a já frágil situação de segurança e desenvolvimento do país. A prisão de Simões Pereira, portanto, não só simboliza um ponto crítico na disputa de poder, como também pode influenciar a dinâmica das próximas eleições e a estabilidade da Guiné‑Bissau nos próximos meses.

Fonte: da Redação e da Rfi
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A Guiné‑Bissau viveu, nesta semana, mais um capítulo de instabilidade política ao ver o líder da principal força de oposição, Domingos Simões Pereira, colocado em prisão preventiva na sexta‑feira. O anúncio foi feito pelas autoridades judiciais do país, que justificaram a medida como necessária para garantir a ordem pública e a investigação de supostos crimes relacionados com a segurança nacional. Domingos Simões Pereira, antigo primeiro‑ministro e atual presidente do Partido da Unidade Socialista (PUS), tem sido uma figura central nas críticas ao governo de Umaro Sissoco Embaló. A sua prisão surge num contexto de tensões crescentes entre o Executivo e a oposição, que se intensificaram após as recentes eleições legislativas, marcadas por alegações de fraude e protestos nas principais cidades. A decisão judicial provocou reações imediatas da comunidade internacional e de organizações de direitos humanos, que pedem transparência no processo e respeito ao direito de defesa. Enquanto isso, a sociedade civil guineense manifesta preocupação com o retrocesso nas conquistas democráticas e teme que a medida possa desencadear novas manifestações ou instabilidade institucional. O futuro político do país, ainda fragilizado por crises recorrentes, dependerá agora da forma como as partes envolvidas gerir‑ão este episódio e do grau de diálogo que puder ser restabelecido entre governo e oposição. Em suma, a prisão preventiva de Domingos Simões Pereira representa mais um ponto de inflexão na já turbulenta história política da Guiné‑Bissau, salientando a necessidade urgente de mecanismos de reconciliação e de fortalecimento do Estado de direito para garantir a estabilidade e o desenvolvimento do país.

Fonte: da Redação e da Rfi
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Guiné-Equatorial pode ratificar acordo de mobilidade até Maio

Guiné Equatorial

Guiné Equatorial eleita para o Conselho de Segurança da ONU

Guiné Equatorial

Operação policial na Suíça apreendeu um Bugatti Veyron, Koenigsegg One:1 e um Lamborghini Veneno Roadster de Teodore Mangue

Guiné Equatorial

Em São Tomé e Príncipe, o processo eleitoral que culminou na reeleição de Carlos Vila Nova ao cargo de Presidente da República decorreu, segundo as autoridades locais, de forma tranquila e pacífica. O escrutínio, realizado no domingo passado, contou com a presença de observadores internacionais, entre os quais destacam‑se trinta representantes da União Europeia, que acompanharam a votação e a apuração dos resultados. A missão de observação da UE elogiou a organização do pleito, sublinhando a ausência de incidentes significativos e o respeito pelos procedimentos democráticos. As autoridades eleitorais nacionais também afirmaram que todas as fases – desde a abertura dos locais de voto até à transmissão dos resultados – foram conduzidas dentro dos parâmetros legais e com transparência. A reeleição de Carlos Vila Nova reforça a continuidade do governo em São Tomé e Príncipe, num contexto de desafios socioeconómicos que o país procura enfrentar. A comunidade internacional, ao acompanhar de perto o desenvolvimento democrático da nação insular, demonstra apoio ao fortalecimento das instituições e à estabilidade política da região.

Fonte: da Redação e da Rfi
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Em São Tomé e Príncipe, a reeleição de Carlos Vila Nova ao cargo de Presidente da República foi confirmada após a votação realizada no último domingo. O processo eleitoral decorreu sem incidentes significativos, sendo descrito como calmo e ordenado pelos órgãos responsáveis. A jornada de votação contou com a presença de diversas equipas de observação internacional, entre as quais se destacam trinta representantes da União Europeia. Estas missões acompanharam a fase de escrutínio dos votos, reforçando a credibilidade do resultado e a transparência do procedimento democrático no país. A vitória de Vila Nova consolida a continuidade do seu governo, que tem procurado avançar em áreas como a diversificação da economia, o reforço das infra‑estruturas e a melhoria dos serviços públicos. A estabilidade política demonstrada neste pleito reforça a confiança dos investidores e parceiros internacionais, que veem em São Tomé e Príncipe um ambiente propício ao desenvolvimento sustentável. Com a certidão de que a eleição transcorreu de forma pacífica, o próximo mandato presidencial deverá focar‑se na implementação das promessas de campanha, bem como no fortalecimento das instituições democráticas, contribuindo para a estabilidade e o progresso da nação insular no contexto regional.

Fonte: da Redação e da Rfi
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Em São Tomé e Príncipe, o processo eleitoral que se realizou no último domingo decorreu de forma tranquila e pacífica, segundo relatos de autoridades locais e observadores internacionais. O país, que tem consolidado a sua democracia desde a transição para o regime multipartidário, viu o atual presidente, Carlos Vila Nova, ser novamente eleito para o cargo de Chefe de Estado, reforçando a continuidade do seu governo. A apuração dos votos contou com a presença de 30 observadores da União Europeia, bem como de representantes de outras organizações multilaterais, que confirmaram a transparência e a regularidade do pleito. Os delegados sublinharam a ausência de incidentes graves, a boa organização nas urnas e o respeito ao calendário constitucional, fatores que contribuíram para a estabilidade política do arquipélago. A vitória de Vila Nova, que já cumpria um mandato completo, será analisada pelos partidos de oposição e pela sociedade civil, que esperam que a nova gestão mantenha o foco nas prioridades económicas, sociais e de desenvolvimento sustentável. A comunidade internacional, ao reconhecer a lisura do processo, reforça o apoio a São Tomé e Príncipe na sua trajetória de fortalecimento institucional e na busca por investimentos que impulsionem o crescimento do país.

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Os intensos combates entre as forças armadas da Etiópia e os combatentes da região de Tigray avançaram para os campos de refugiados instalados na fronteira sudanesa, provocando mortes, feridos e desencadeando uma nova onda de deslocamentos. Esta escalada representa a mais grave ruptura militar desde a assinatura do acordo de paz em 2022, reacendendo temores de que o conflito se expanda novamente pelo norte etíope. A situação agravou‑se nos últimos dias, quando relatos de testemunhas e organizações humanitárias confirmaram que os confrontos foram lançados a curta distância dos acampamentos de refugiados, onde milhares de civis que fugiram da guerra em Tigray buscavam abrigo. Os disparos atingiram áreas de alojamento, canteiros de tendas e instalações de apoio, resultando em dezenas de vítimas mortas e centenas de feridos que ainda aguardam atendimento médico adequado. As autoridades sudanesas, juntamente com agências da ONU, declararam estado de emergência nos campos afetados e iniciaram operações de evacuação e prestação de socorro, embora a insegurança continue a dificultar o acesso humanitário. A reativação das hostilidades levanta sérias preocupações sobre a estabilidade da região oriental da África. O retorno ao conflito armado ameaça desfazer os progressos alcançados com o acordo de paz de 2022, que havia trazido um alívio temporário às populações civis. Observadores internacionais alertam para o risco de uma nova crise humanitária, com potencial de gerar mais fluxos de deslocados internos e refugiados transfronteiriços. Enquanto as partes envolvidas ainda não anunciaram nenhum cessar‑fogo, a comunidade internacional pressiona por negociações urgentes, a fim de impedir que a violência se espalhe e de garantir a proteção dos civis que já sofrem as consequências da guerra.

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Os confrontos entre as forças do exército etíope e os combatentes do Tigray avançaram para os campos de refugiados instalados na fronteira sudanesa, provocando mortes, feridos e desencadeando uma nova onda de deslocamentos. Esta escalada representa o pior surto de violência desde a assinatura do acordo de paz de 2022, reacendendo temores de que o conflito possa expandir‑se para além do norte da Etiópia. A violência atingiu acampamentos que acolhem milhares de etíopes que já haviam fugido da guerra, colocando em risco a segurança de civis já vulneráveis. Segundo relatos de organizações humanitárias, dezenas de pessoas foram mortas e dezenas de outras ficaram feridas, enquanto centenas foram forçadas a abandonar novamente os abrigos em busca de proteção. A situação tem dificultado a entrega de ajuda, com bloqueios de acesso e riscos para o pessoal de socorro. Especialistas alertam que a ruptura do cessar‑fogo acordado em 2022 pode desencadear um conflito mais amplo na região, envolvendo não só o Tigray, mas também as fronteiras com o Sudão e outras áreas do Chifre da África. A comunidade internacional tem sido instada a pressionar as partes em conflito a retomar as negociações e garantir a proteção dos civis, especialmente dos refugiados que já sofreram deslocamentos múltiplos. Enquanto isso, agências da ONU e ONGs continuam a apelar por corredores humanitários seguros e por um cessar‑fogo imediato, a fim de evitar uma catástrofe humanitária ainda maior.

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Graça Machel, ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida activista social, lançou um apelo público à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para que a organização rompa o silêncio diante do aumento dos ataques xenófobos dirigidos a imigrantes que vivem na África do Sul. Em declaração feita esta semana, Machel acusou a SADC de ter‑se afastado dos seus princípios fundadores, que incluem a promoção da paz, da segurança e da integração regional, ao não reagir de forma contundente aos episódios de violência que têm‑sido registados contra cidadãos de países vizinhos, entre eles moçambicanos. A líder sul‑africana tem sido alvo de críticas internacionais depois de vários incidentes de agressão contra estrangeiros, sobretudo nas províncias de Gauteng e Western Cape, onde grupos xenófobos têm perpetrado ataques físicos, destruição de propriedades e até assassinatos. Organizações de direitos humanos alertam que a situação tem‑se agravado, gerando medo entre as comunidades migrantes e dificultando a livre circulação de pessoas dentro da região. Para Machel, a falta de uma resposta coordenada da SADC compromete não só a segurança dos indivíduos, mas também a coesão económica e social do bloco. Ao dirigir‑se à SADC, Graça Machel pediu a implementação de medidas concretas, como a criação de um mecanismo de monitoramento de incidentes xenófobos, a adoção de sanções contra governos que não cumpram as normas de proteção dos direitos humanos e a promoção de campanhas de sensibilização sobre a importância da diversidade cultural para o desenvolvimento da África Austral. A ex‑ministra sublinhou que a solidariedade entre os Estados membros é essencial para combater a retórica de exclusão que tem alimentado a violência. Se a SADC decidir agir, poderá reforçar a sua credibilidade como organismo regional e enviar um sinal claro de que a xenofobia não será tolerada nos seus territórios. Caso contrário, o risco é que a confiança nas instituições regionais continue a diminuir, alimentando ainda mais a instabilidade nas fronteiras sul‑africanas e prejudicando as relações comerciais e sociais entre os países membros. O apelo de Graça Machel coloca novamente a questão da responsabilidade coletiva no centro do debate sobre direitos humanos e integração regional na África Austral.

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A chegada de milhares de migrantes ao enclave espanhol de Ceuta, situada no norte de África e fronteiriça a Marrocos, desencadeou uma forte reação das autoridades espanholas e de diversos países europeus. O fluxo, que tem origem sobretudo em cidades marroquinas, tem sido apontado por alguns analistas como consequência direta da atual conjuntura política no Reino, particularmente da delicada sucessão do rei Mohammed VI. De acordo com Raúl M. Braga Pires, especialista em assuntos norte‑africanos, o fenómeno deve ser encarado como um “assunto exclusivamente marroquino”. Para o analista, a instabilidade gerada pela iminente transição do trono marroquino tem impulsionado grupos a procurar rotas de migração mais curtas e, assim, chegar a Ceuta, que oferece acesso ao espaço Schengen. Braga Pires sublinha ainda que a pressão migratória não é apenas uma questão humanitária, mas também um reflexo de tensões internas no Marrocos, onde a falta de oportunidades e a perceção de um futuro incerto alimentam a decisão de partir. A resposta de Madrid tem sido de reforço das fronteiras e de apelos a uma cooperação maior com o governo marroquino, enquanto a União Europeia tem expressado preocupação com a situação dos direitos humanos dos migrantes e com o risco de escalada de tensões diplomáticas. Países como França, Alemanha e Itália também manifestaram a necessidade de uma solução conjunta que contemple tanto a segurança das fronteiras quanto a proteção dos indivíduos em situação de vulnerabilidade. Em conclusão, o aumento do número de migrantes em Ceuta revela a complexa interligação entre questões domésticas marroquinas e políticas de migração europeias. Enquanto as autoridades espanholas e europeias buscam respostas imediatas para controlar o fluxo, especialistas como Raúl M. Braga Pires alertam que, sem uma abordagem que considere as causas profundas no Marrocos, o problema continuará a se repetir, mantendo Ceuta no centro de um debate que ultrapassa fronteiras nacionais.

Fonte: da Redação e da Rfi
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A fase final da fase de grupos do Campeonato Africano das Nações Feminino (Women’s AFCON) teve início na segunda‑feira, 3 de agosto, e trouxe duas surpresas para o quadro dos quartos de final. Depois de uma série de confrontos intensos, Marrocos e Argélia asseguraram o seu lugar nas próximas etapas, juntando‑se a Camarões, que já havia garantido a classificação. Nos últimos minutos da partida decisiva, a seleção marroquina, que tem investido fortemente no desenvolvimento do futebol feminino, conseguiu superar o adversário e confirmar a sua presença nos quartos de final. Pouco depois, a Argélia, também em ascensão no cenário feminino continental, obteve o resultado necessário para avançar, completando assim o trio de equipes que prosseguirão na competição. A classificação de Marrocos e Argélia reforça a tendência de fortalecimento do futebol feminino no Norte de África, onde os projetos de base e as políticas de apoio têm gerado melhores desempenhos nas competições internacionais. Para o próximo turno, as três equipas já podem começar a planear estratégias, analisar os potenciais adversários e preparar-se fisicamente para o rigor dos confrontos eliminatórios. O torneio, que tem sido um importante palco para a visibilidade e o crescimento do futebol feminino no continente, promete mais emoções nas próximas semanas, com a esperança de que o nível de competitividade continue a elevar‑se. Com a definição dos quartos de final, o foco volta‑se agora para os duelos que definirão quem avançará para as semifinais e, eventualmente, para a disputa do título. A expectativa é que o público africano acompanhe de perto estas partidas, que não só celebram o talento das jogadoras, mas também impulsionam a popularização do desporto entre as jovens de toda a região.

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A chegada de milhares de migrantes ao enclave espanhol de Ceuta, procedentes do Marrocos, tem gerado forte controvérsia entre as autoridades espanholas e os governos europeus. O fluxo, que se intensificou nas últimas semanas, tem sido denunciado como um problema de segurança e de gestão de fronteiras, suscitando críticas sobre a capacidade de resposta de Madrid perante a pressão migratória. Segundo o analista Raúl M. Braga Pires, o fenómeno deve ser encarado como “assunto exclusivamente marroquino”. O especialista atribui a escalada ao contexto interno de Marrocos, onde a sucessão ao trono do rei Mohammed VI tem gerado instabilidade política e social. Essa situação teria impulsionado grupos e redes de tráfico a utilizarem a fronteira de Ceuta como ponto de entrada para a Europa, aproveitando a vulnerabilidade das comunidades fronteiriças. Para as autoridades espanholas, o desafio consiste em reforçar a vigilância e coordenar ações conjuntas com os países da União Europeia, ao mesmo tempo que se procura evitar a criminalização dos migrantes. Enquanto isso, o debate permanece aberto sobre a responsabilidade de Marrocos na contenção dos fluxos e sobre a necessidade de soluções diplomáticas que abordem as causas profundas da migração irregular na região.

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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) revelou, nesta semana, que o regime militar que governa o Burkina Faso estaria a recorrer a uma rede estruturada de ciberactivistas para manipular o debate público, espalhar notícias falsas e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. Segundo a investigação da ONG, a chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C) funciona como uma espécie de "milícia digital" que opera sob a direção de apoiantes próximos ao poder e, possivelmente, de autoridades governamentais. A análise da RSF aponta que a BIR‑C utiliza contas falsas nas redes sociais, bots e plataformas de mensagens instantâneas para difundir propaganda oficial, atacar reportagens independentes e criar campanhas de desinformação que visam deslegitimar a imprensa livre. Além disso, a organização denuncia que membros da brigada têm enviado ameaças diretas a jornalistas, inclusive por telefone e e‑mail, tentando intimidar aqueles que cobrem protestos, violações de direitos humanos e a situação de insegurança que afeta grande parte do país. O relatório da RSF alerta para o agravamento do clima de repressão no Burkina Faso, onde o golpe militar de 2022 trouxe uma série de restrições à liberdade de expressão. A presença de uma estrutura digital coordenada representa uma nova fronteira na forma como os regimes autoritários controlam a informação, dificultando a verificação de fatos e a atuação de meios de comunicação independentes. Em resposta, a RSF apelou à comunidade internacional para que pressione o governo burkinabé a encerrar a atividade da BIR‑C e a garantir a proteção dos jornalistas, reforçando a necessidade de mecanismos de monitoramento mais rigorosos e de apoio a iniciativas de jornalismo investigativo na região. A situação no Burkina Faso reflete uma tendência crescente em vários países da África Ocidental, onde a tecnologia digital é usada como ferramenta de repressão. Organizações de defesa da imprensa e observadores de direitos humanos recomendam a implementação de legislação que puna a criação e utilização de redes de desinformação patrocinadas pelo Estado, bem como a formação de jornalistas para reconhecer e combater notícias manipuladas. Enquanto isso, a RSF continua a monitorizar o caso e a divulgar atualizações sobre possíveis violações, na esperança de salvaguardar a liberdade de imprensa no país.

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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) revelou nesta semana que o regime militar que governa o Burkina Faso teria criado uma estrutura de ciberativismo – denominada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C) – para difundir propaganda oficial, lançar campanhas de desinformação e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. A investigação publicada pela ONG aponta que a BIR‑C funciona como uma espécie de "milícia digital", reunindo apoiantes do poder e, segundo a RSF, membros de órgãos governamentais. Estes ciberativistas utilizariam redes sociais, fóruns online e plataformas de mensagens instantâneas para espalhar narrativas favoráveis ao governo, ao mesmo tempo que atacam e intimidam profissionais da imprensa que questionam a atuação das forças militares no país. A situação de liberdade de imprensa no Burkina Faso tem-se deteriorado desde o golpe militar de janeiro de 2022, que depôs o presidente eleito e instalou um governo de transição liderado pelos militares. Desde então, relatos de detenções arbitrárias, fechamentos de meios de comunicação e restrições ao acesso à internet têm sido frequentes. A revelação da RSF sobre a BIR‑C acrescenta uma nova camada de controvérsia, ao sugerir que o regime não só controla os meios tradicionais, mas também mobiliza recursos digitais para silenciar a crítica. Em comunicado, a RSF condenou a prática, classificando‑a como uma grave violação dos direitos dos jornalistas e um obstáculo ao exercício da liberdade de expressão. A organização apelou ao governo do Burkina Faso para que desmantelasse a brigada e garantisse a proteção de todos os profissionais de imprensa, independentemente da sua linha editorial. Até ao momento, as autoridades não responderam oficialmente às acusações, embora representantes do regime tenham reiterado que a segurança nacional é prioridade e que quaisquer intervenções online são destinadas a combater a desinformação que, segundo eles, alimenta grupos extremistas. A existência de uma "milícia digital" levanta questões sobre a evolução das estratégias de repressão em contextos autoritários, sobretudo numa região onde a internet tem vindo a tornar‑se um espaço central para a mobilização política e a difusão de informação. Observadores internacionais alertam que a combinação de força militar e controle cibernético pode criar um ambiente ainda mais hostil para o jornalismo investigativo e para a sociedade civil. Enquanto a comunidade internacional acompanha de perto o caso, a RSF reforça o seu pedido de investigação independente e de sanções contra os responsáveis, caso as alegações se confirmem. A liberdade de imprensa no Burkina Faso, e na África Ocidental em geral, depende agora de como estas acusações serão tratadas pelos poderes constituídos e da capacidade das organizações de direitos humanos de pressionar por mudanças concretas.

Fonte: da Redação e da Rfi
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) acusou o governo militar de Burkina Faso de recorrer a uma rede organizada de ciberactivistas para difundir propaganda oficial, lançar campanhas de desinformação e exercer intimidação contra jornalistas e outras vozes críticas. Na investigação recentemente publicada, a ONG revela a existência da chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C), descrita como um organismo coordenado que inclui apoiantes do regime e, segundo a RSF, membros do próprio governo. A pesquisa da RSF indica que a BIR‑C teria sido criada para atuar nas plataformas digitais, produzindo conteúdos favoráveis ao poder, manipulando narrativas e atacando publicamente profissionais da imprensa que questionam as políticas do Estado. Entre as táticas apontadas estão a criação de contas falsas, a disseminação de notícias falsas e a orquestração de ataques coordenados nas redes sociais, com o objetivo de silenciar críticas e criar um clima de medo entre os jornalistas. A organização alerta que a utilização de uma “milícia digital” representa uma escalada nas estratégias de repressão, dificultando ainda mais o trabalho da imprensa livre em Burkina Faso. A RSF pede que a comunidade internacional, bem como as plataformas de mídia social, investiguem e adotem medidas para impedir a atuação desse tipo de estrutura, garantindo a segurança dos jornalistas e a livre circulação de informação no país.

Fonte: da Redação e da Rfi
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O Governo da República Democrática do Congo (RDC) anunciou nesta quinta‑feira um aumento alarmante nas estatísticas da epidemia de Ébola que assola o país. O número de mortes confirmadas subiu para 1 801, enquanto os casos confirmados totalizam 3 973, quase três meses após a primeira deteção do surto na região oriental do Estado. Segundo dados do Ministério da Saúde congolês, a taxa de letalidade chegou a 45,3%, refletindo a gravidade da situação. As autoridades de saúde apontam que cinco províncias foram atingidas até ao momento: Ituri, epicentro do surto, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut‑Uélé, todas localizadas no leste, e Tshopo, situada na zona centro‑norte. O diretor‑geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesu, alertou que a propagação da doença tem ultrapassado a velocidade dos esforços de contenção, com o número de novos casos a duplicar‑se em alguns dos focos mais críticos. Para analisar o panorama e as implicações da crise, convidámos Jaime Nina, especialista em infecciologia do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. Nina destacou a necessidade de reforçar a vigilância epidemiológica, acelerar a vacinação nas áreas mais afetadas e garantir o acesso a cuidados de saúde adequados às populações vulneráveis. A comunidade internacional tem sido chamada a intensificar o apoio logístico e financeiro, de modo a conter a propagação do vírus e evitar uma escalada ainda maior da mortalidade. Em conclusão, o agravamento do surto de Ébola na RDC representa um sério desafio para a saúde pública da região central da África. A combinação de alta taxa de letalidade, expansão geográfica e recursos limitados exige uma resposta coordenada entre autoridades locais, organizações multilaterais e parceiros de saúde globais, a fim de salvar vidas e impedir que a epidemia se espalhe ainda mais.

Fonte: da Redação e da Rfi
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou neste sábado que a epidemia de ebola que assola a República Democrática do Congo (RDC) está a evoluir a um ritmo “excepcional”, exigindo uma resposta sanitária reforçada e coordenada. O organismo internacional sublinhou que o número de casos confirmados tem aumentado de forma acelerada nas últimas semanas, colocando pressão adicional sobre um sistema de saúde já fragilizado por conflitos e por surtos anteriores. De acordo com os últimos relatórios da OMS, a taxa de transmissão do vírus tem superado as previsões iniciais, com novos focos de infecção a surgir em áreas remotas do leste congolês. As autoridades de saúde congolesas, apoiadas por equipas de investigação e por parceiros internacionais, intensificaram as actividades de vigilância, rastreio de contactos e vacinação em massa. Contudo, a escassez de recursos, a dificuldade de acesso a algumas comunidades e a persistência de mitos sobre a doença dificultam a contenção do surto. A OMS apelou a governos, organizações não governamentais e ao sector privado para que mobilizem recursos adicionais, incluindo kits de diagnóstico, vacinas e pessoal de saúde treinado. O objetivo é impedir que o ebola ultrapasse as fronteiras da RDC e alcance países vizinhos, entre eles Moçambique, que mantém laços comerciais e populacionais com a região. Um controlo rigoroso e uma resposta coordenada são cruciais para limitar o impacto humanitário e evitar uma nova crise de saúde pública no sul da África.

Fonte: da Redação e da Rfi
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O governo da República Democrática do Congo anunciou nesta quinta‑feira um aumento significativo nas estatísticas da epidemia de Ébola que assola o país. O número de mortos chegou a 1 801, enquanto os casos confirmados somam 3 973, quase três meses após a deteção do surto na zona oriental. De acordo com o Ministério da Saúde congoles, a taxa de letalidade da doença encontra‑se em 45,3 %. Até ao momento, cinco províncias foram atingidas: Ituri, epicentro da crise, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut‑Uélé, todas no leste, e Tshopo, situada na região centro‑norte. O diretor‑geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a propagação da epidemia está a superar os esforços de contenção, com o número de novos casos a dobrar em alguns dos focos mais críticos. Para aprofundar a situação, o portal convidou Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. Nina destacou a necessidade de reforçar as medidas de rastreio e vacinação, além de melhorar a resposta logística nas áreas mais afetadas, onde a infraestrutura de saúde ainda é frágil. Segundo o especialista, a cooperação internacional e o apoio de organizações humanitárias são essenciais para conter a propagação e reduzir a mortalidade. A comunidade internacional observa com preocupação o desenrolar da crise, que coloca em risco a saúde pública de milhares de habitantes da RDC e pode ter repercussões na região circundante. As autoridades locais reiteram o compromisso de intensificar as intervenções de saúde, enquanto pedem à população que colabore com as medidas de prevenção e reporte imediato de casos suspeitos.

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Graça Machel, ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida ativista pelos direitos humanos, voltou a chamar a atenção da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para a escalada de ataques xenófobos que têm atingido imigrantes na África do Sul. Em declaração pública, a líder afirmou que o bloco regional tem permanecido em silêncio, deixando de cumprir a sua missão de promover a paz, a segurança e a integração entre os países membros. A situação na África do Sul tem gerado preocupação internacional após uma série de episódios violentos contra cidadãos estrangeiros, sobretudo de países vizinhos, que são acusados de competir por empregos e recursos. Protestos e depredações têm sido registrados em várias cidades sul-africanas, provocando deslocamento forçado e danos materiais a milhares de famílias. Organizações da sociedade civil e governos de países como Moçambique, Zâmbia e Zimbábue têm solicitado respostas concretas e mecanismos de proteção para os seus nacionais que residem no país vizinho. Machel criticou a SADC por não ter tomado medidas efetivas desde o início das hostilidades, argumentando que a falta de uma posição firme enfraquece a credibilidade da organização e coloca em risco a cooperação regional. Ela propôs a criação de uma agenda de emergência, que inclua a emissão de alertas de segurança, a coordenação de assistência humanitária e a abertura de canais de diálogo entre os governos envolvidos. Segundo a ativista, a SADC deve reafirmar os princípios do Tratado de Libre Comércio da região e garantir que a livre circulação de pessoas seja acompanhada de respeito pelos direitos humanos. Ao encerrar a sua mensagem, Graça Machel apelou aos líderes da SADC para que adotem uma postura proativa, reforçando o compromisso de combater a xenofobia e proteger os cidadãos que, em busca de melhores oportunidades, escolheram viver na África do Sul. O apelo da ex‑ministra sublinha a necessidade de uma resposta coletiva que vá além de declarações simbólicas, promovendo ações concretas que restauram a confiança entre os povos da África Austral.

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Graça Machel, ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida activista social, dirigiu‑se à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) pedindo que a organização deixe de permanecer em silêncio perante a onda de ataques xenófobos que tem atingido cidadãos estrangeiros na África do Sul. O apelo surge num momento em que episódios de violência contra migrantes, sobretudo de países vizinhos, vêm a aumentar e a gerar preocupação nas comunidades moçambicanas que residem no país sul‑africano. Nos últimos meses, a África do Sul tem registado vários casos de agressões, saques e até homicídios dirigidos a estrangeiros, alimentados por discursos de exclusão e por uma crise económica que tem elevado a tensão social. Entre as vítimas, destacam‑se migrantes moçambicanos, que constituem uma parte significativa da mão de obra informal no país vizinho. Graça Machel acusou a SADC de ter‑se afastado dos seus princípios fundadores – a promoção da paz, da segurança e da cooperação entre os Estados membros – ao não adoptar medidas concretas para coibir a xenofobia e proteger os direitos humanos dos migrantes. Machel sublinhou que a falta de uma resposta coordenada da SADC pode comprometer não só a segurança dos cidadãos moçambicanos, mas também a própria credibilidade da organização regional. Recomendou a instauração de um mecanismo de monitorização das tensões xenófobas, a criação de protocolos de intervenção rápida e o reforço de campanhas de sensibilização que promovam a convivência pacífica entre as diferentes comunidades. A activista concluiu que, sem uma ação decisiva, o discurso de intolerância poderá escalar, ameaçando a estabilidade da região e os laços históricos de solidariedade entre os povos sul‑africanos. A comunidade internacional e as autoridades sul‑africanas aguardam agora uma resposta da SADC. O apelo de Graça Machel coloca em destaque a necessidade de políticas regionais mais eficazes para garantir a proteção dos migrantes e reforçar os valores de integração que sustentam a África Austral.

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A ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida activista social, Graça Machel, voltou a dirigir a sua voz à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para exigir uma resposta firme aos episódios de xenofobia que têm atingido cidadãos estrangeiros na África do Sul. Em comunicado divulgado recentemente, Machel acusou a organização regional de manter‑se em silêncio perante os ataques, alegando que a SADC tem deixado de cumprir a sua missão original de promover a paz, a segurança e a integração entre os países membros. Nos últimos meses, a África do Sul tem sido palco de ondas de violência dirigidas a migrantes provenientes de países vizinhos, entre eles Moçambique, Zimbábue e Zâmbia. As agressões, que variam desde agressões verbais até saques e assassinatos, têm gerado temor nas comunidades de origem e levantado questões sobre a eficácia dos mecanismos regionais de proteção. Graça Machel, que já desempenhou papéis de destaque tanto no governo moçambicano quanto nas Nações Unidas, sublinhou que a falta de uma posição clara da SADC compromete a confiança dos Estados membros nas instituições regionais. A líder apelou à SADC para que reavalie as suas políticas de segurança e desenvolva medidas concretas, como a criação de um mecanismo de monitorização de incidentes xenófobos, a implementação de campanhas de sensibilização sobre os direitos dos migrantes e a promoção de diálogos entre autoridades sul‑africanas e representantes das comunidades afetadas. Machel destacou ainda que a estabilidade da região depende da capacidade dos países de proteger todos os seus residentes, independentemente da sua origem, e de reforçar os princípios de solidariedade que sustentam a SADC. Ao concluir, a activista enfatizou que a omissão da SADC pode gerar um precedente perigoso para outras nações da África Austral, alimentando a marginalização e a exclusão social. O chamado de Graça Machel visa, portanto, não só proteger os cidadãos moçambicanos que vivem na África do Sul, mas também reforçar o compromisso da SADC com a construção de um espaço regional seguro e inclusivo.

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