A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) revelou, nesta semana, que o regime militar que governa o Burkina Faso estaria a recorrer a uma rede estruturada de ciberactivistas para manipular o debate público, espalhar notícias falsas e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. Segundo a investigação da ONG, a chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C) funciona como uma espécie de "milícia digital" que opera sob a direção de apoiantes próximos ao poder e, possivelmente, de autoridades governamentais. A análise da RSF aponta que a BIR‑C utiliza contas falsas nas redes sociais, bots e plataformas de mensagens instantâneas para difundir propaganda oficial, atacar reportagens independentes e criar campanhas de desinformação que visam deslegitimar a imprensa livre. Além disso, a organização denuncia que membros da brigada têm enviado ameaças diretas a jornalistas, inclusive por telefone e e‑mail, tentando intimidar aqueles que cobrem protestos, violações de direitos humanos e a situação de insegurança que afeta grande parte do país. O relatório da RSF alerta para o agravamento do clima de repressão no Burkina Faso, onde o golpe militar de 2022 trouxe uma série de restrições à liberdade de expressão. A presença de uma estrutura digital coordenada representa uma nova fronteira na forma como os regimes autoritários controlam a informação, dificultando a verificação de fatos e a atuação de meios de comunicação independentes. Em resposta, a RSF apelou à comunidade internacional para que pressione o governo burkinabé a encerrar a atividade da BIR‑C e a garantir a proteção dos jornalistas, reforçando a necessidade de mecanismos de monitoramento mais rigorosos e de apoio a iniciativas de jornalismo investigativo na região. A situação no Burkina Faso reflete uma tendência crescente em vários países da África Ocidental, onde a tecnologia digital é usada como ferramenta de repressão. Organizações de defesa da imprensa e observadores de direitos humanos recomendam a implementação de legislação que puna a criação e utilização de redes de desinformação patrocinadas pelo Estado, bem como a formação de jornalistas para reconhecer e combater notícias manipuladas. Enquanto isso, a RSF continua a monitorizar o caso e a divulgar atualizações sobre possíveis violações, na esperança de salvaguardar a liberdade de imprensa no país.

Fonte: da Redação e da Rfi
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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) revelou nesta semana que o regime militar que governa o Burkina Faso teria criado uma estrutura de ciberativismo – denominada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C) – para difundir propaganda oficial, lançar campanhas de desinformação e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. A investigação publicada pela ONG aponta que a BIR‑C funciona como uma espécie de "milícia digital", reunindo apoiantes do poder e, segundo a RSF, membros de órgãos governamentais. Estes ciberativistas utilizariam redes sociais, fóruns online e plataformas de mensagens instantâneas para espalhar narrativas favoráveis ao governo, ao mesmo tempo que atacam e intimidam profissionais da imprensa que questionam a atuação das forças militares no país. A situação de liberdade de imprensa no Burkina Faso tem-se deteriorado desde o golpe militar de janeiro de 2022, que depôs o presidente eleito e instalou um governo de transição liderado pelos militares. Desde então, relatos de detenções arbitrárias, fechamentos de meios de comunicação e restrições ao acesso à internet têm sido frequentes. A revelação da RSF sobre a BIR‑C acrescenta uma nova camada de controvérsia, ao sugerir que o regime não só controla os meios tradicionais, mas também mobiliza recursos digitais para silenciar a crítica. Em comunicado, a RSF condenou a prática, classificando‑a como uma grave violação dos direitos dos jornalistas e um obstáculo ao exercício da liberdade de expressão. A organização apelou ao governo do Burkina Faso para que desmantelasse a brigada e garantisse a proteção de todos os profissionais de imprensa, independentemente da sua linha editorial. Até ao momento, as autoridades não responderam oficialmente às acusações, embora representantes do regime tenham reiterado que a segurança nacional é prioridade e que quaisquer intervenções online são destinadas a combater a desinformação que, segundo eles, alimenta grupos extremistas. A existência de uma "milícia digital" levanta questões sobre a evolução das estratégias de repressão em contextos autoritários, sobretudo numa região onde a internet tem vindo a tornar‑se um espaço central para a mobilização política e a difusão de informação. Observadores internacionais alertam que a combinação de força militar e controle cibernético pode criar um ambiente ainda mais hostil para o jornalismo investigativo e para a sociedade civil. Enquanto a comunidade internacional acompanha de perto o caso, a RSF reforça o seu pedido de investigação independente e de sanções contra os responsáveis, caso as alegações se confirmem. A liberdade de imprensa no Burkina Faso, e na África Ocidental em geral, depende agora de como estas acusações serão tratadas pelos poderes constituídos e da capacidade das organizações de direitos humanos de pressionar por mudanças concretas.

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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) acusou o governo militar de Burkina Faso de recorrer a uma rede organizada de ciberactivistas para difundir propaganda oficial, lançar campanhas de desinformação e exercer intimidação contra jornalistas e outras vozes críticas. Na investigação recentemente publicada, a ONG revela a existência da chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C), descrita como um organismo coordenado que inclui apoiantes do regime e, segundo a RSF, membros do próprio governo. A pesquisa da RSF indica que a BIR‑C teria sido criada para atuar nas plataformas digitais, produzindo conteúdos favoráveis ao poder, manipulando narrativas e atacando publicamente profissionais da imprensa que questionam as políticas do Estado. Entre as táticas apontadas estão a criação de contas falsas, a disseminação de notícias falsas e a orquestração de ataques coordenados nas redes sociais, com o objetivo de silenciar críticas e criar um clima de medo entre os jornalistas. A organização alerta que a utilização de uma “milícia digital” representa uma escalada nas estratégias de repressão, dificultando ainda mais o trabalho da imprensa livre em Burkina Faso. A RSF pede que a comunidade internacional, bem como as plataformas de mídia social, investiguem e adotem medidas para impedir a atuação desse tipo de estrutura, garantindo a segurança dos jornalistas e a livre circulação de informação no país.

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O presidente de Senegal, Bassirou Diomaye Faye, anunciou nesta segunda‑feira o apoio oficial à candidatura de Macky Sall ao cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. O pronunciamento marca uma reviravolta nas posições políticas do país, ocorrida apenas três dias após o encontro entre o ex‑presidente Macky Sall e o atual chefe de Estado, realizado em Dakar. Durante a reunião, que se deu em ambiente de confidencialidade, os dois líderes discutiram a agenda internacional e a importância da representação africana na liderança da ONU. Na sequência, Faye afirmou que a experiência de Sall, ao frente do governo senegalês durante oito anos, o torna um candidato qualificado para conduzir a organização em tempos de desafios globais, como a crise climática, a segurança alimentar e as tensões geopolíticas. A decisão de Senegal de apoiar a candidatura senegalesa tem repercussões no cenário diplomático da África Ocidental, onde vários países ainda não declararam apoio a nenhum dos concorrentes. Analistas apontam que o respaldo de um Estado estável como Senegal pode fortalecer a campanha de Sall, que já conta com o apoio de alguns membros da comunidade internacional. Contudo, a corrida à secretaria‑geral permanece aberta, e o resultado dependerá da votação dos 193 Estados‑membros da ONU na próxima assembleia geral. Em conclusão, o endosso de Bassirou Diomaye Faye representa um passo significativo para a candidatura de Macky Sall, refletindo tanto a confiança nas competências do ex‑presidente senegalês quanto a estratégia de Senegal de reforçar a sua influência nas instituições multilaterais.

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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lançou uma nova denúncia contra o regime militar que governa o Burkina Faso, alegando que o governo tem recorrido a uma estrutura organizada de ciberactivistas para manipular a informação e coagir a imprensa. De acordo com a investigação divulgada pela ONG, a chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C) funciona como uma "milícia digital" que, sob a direção de apoiantes do poder e de supostos responsáveis governamentais, elabora e difunde propaganda, promove campanhas de desinformação e intimida jornalistas e outras vozes críticas. A RSF descreve a BIR‑C como um conjunto de agentes digitais coordenados, capazes de criar perfis falsos nas redes sociais, gerar notícias falsas e atacar publicações que exponham as violações de direitos humanos cometidas pelo regime. Segundo a organização, a milícia digital tem sido usada para silenciar coberturas independentes sobre a repressão a protestos, a detenção de opositores e a situação humanitária no país. A estratégia inclui a disseminação de narrativas que legitimam as ações das forças armadas, ao mesmo tempo que desacredita e desmoraliza jornalistas locais e estrangeiros que procuram relatar a realidade. A denúncia da RSF chega num momento em que a comunidade internacional tem acompanhado a deterioração do espaço de liberdade de expressão em Burkina Faso, onde a transição militar iniciada em 2022 tem sido marcada por restrições crescentes aos meios de comunicação. Organizações de direitos humanos alertam que o uso de ferramentas digitais para perspetar a imprensa representa uma nova camada de censura, mais difícil de identificar e de combater. A entidade francesa recomenda a intensificação da monitorização das redes sociais e a adoção de medidas de proteção para jornalistas que trabalham no terreno. Se as acusações forem confirmadas, a existência de uma milícia digital estatal poderá levar a sanções adicionais contra o regime burquinês e a um reforço das pressões diplomáticas para a restauração do respeito à liberdade de imprensa. Enquanto isso, a RSF reafirma o seu compromisso em acompanhar de perto a situação e a chamar a atenção da comunidade internacional para a necessidade urgente de proteger os jornalistas que enfrentam ameaças tanto físicas quanto virtuais.

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O presidente de Senegal, Bassirou Diomaye Faye, confirmou oficialmente, nesta segunda‑feira, o apoio do seu governo à candidatura de Macky Sall para o cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. A decisão surge apenas três dias depois de um encontro em Dakar entre o ex‑presidente senegalês, Macky Sall, que se encontra à frente da candidatura, e o atual chefe de Estado, Bassirou Faye. A reunião, que foi mantida em sigilo até ao anúncio, marcou uma mudança de postura do presidente senegalês, que até então mantinha uma posição neutra no processo de seleção da ONU. Durante o encontro, ambos os líderes discutiram a importância da representação africana no mais alto órgão das Nações Unidas e reforçaram a necessidade de um candidato que promova a paz, o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional, valores que consideram essenciais para o futuro do continente. Macky Sall, que governou Senegal entre 2012 e 2022, tem sido um defensor de políticas de integração regional e de fortalecimento das instituições democráticas. A sua candidatura à secretaria‑geral da ONU tem sido apoiada por diversos países africanos, que veem nele a possibilidade de dar maior visibilidade aos desafios e oportunidades do continente no cenário global. O apoio de Senegal, um dos países mais estáveis da África Ocidental, pode reforçar significativamente a credibilidade da candidatura de Sall perante a comunidade internacional. A decisão de Bassirou Faye de apoiar oficialmente Macky Sall chega num momento em que a corrida ao cargo de secretário‑geral está a ganhar ritmo, com vários candidatos de diferentes regiões do mundo a apresentar os seus programas. A posição de Senegal pode influenciar outros Estados da região Ocidental a alinharem‑se com a candidatura senegalesa, potencialmente criando um bloco de apoio que poderia ser decisivo na votação final da Assembleia Geral das Nações Unidas. Com a candidatura de Macky Sall a avançar, o próximo passo será a campanha internacional, onde os candidatos deverão apresentar as suas propostas em fóruns multilaterais e perante os delegados dos Estados membros. O apoio de Senegal, anunciado publicamente por Bassirou Faye, constitui um sinal claro de que a liderança senegalesa pretende desempenhar um papel ativo na definição da agenda global e na promoção de uma liderança africana no organismo das Nações Unidas.

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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lançou uma denúncia contra o regime militar que governa o Burkina Faso, alegando que o governo recorre a uma estrutura organizada de ciberativistas para manipular a informação e coagir a imprensa. Segundo a ONG, a chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C) funciona como uma espécie de “milícia digital”, coordenando apoiantes do poder e, possivelmente, agentes governamentais, com o objetivo de difundir propaganda oficial, lançar campanhas de desinformação e intimidar jornalistas que criticam a administração. A investigação apresentada pela RSF revela que a BIR‑C opera em múltiplas frentes: cria perfis falsos nas redes sociais, espalha notícias falsas sobre acontecimentos locais e internacionais, e lança ataques coordenados contra veículos de comunicação independentes. Em alguns casos, os ciberativistas utilizam técnicas de doxxing – a divulgação de dados pessoais – para pressionar jornalistas a autocensurar‑se ou abandonar a cobertura de temas sensíveis, como a situação de direitos humanos e a luta contra grupos armados no país. A organização também aponta que a estrutura conta com recursos financeiros e logísticos provenientes de fontes vinculadas ao Estado, reforçando a ideia de que se trata de um instrumento de controle da narrativa pública. A acusação da RSF chega num momento em que o Burkina Faso enfrenta um aprofundamento da instabilidade política e de segurança, após a tomada do poder pelos militares em 2022. A restrição à liberdade de imprensa pode agravar ainda mais a crise de confiança entre a população e as autoridades, dificultando o acesso a informações verificadas. A comunidade internacional tem acompanhado de perto a situação dos jornalistas no país, e a revelação da existência da BIR‑C pode gerar pressão diplomática sobre o regime para que respeite os princípios de liberdade de expressão e proteja os profissionais da comunicação. Enquanto isso, repórteres locais permanecem em alerta, temendo represálias que possam limitar ainda mais o exercício do seu trabalho.

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