A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) revelou, nesta semana, que o regime militar que governa o Burkina Faso teria criado uma rede de ciberactivistas conhecida como Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C). Segundo a ONG, esta estrutura funciona como uma espécie de “milícia digital”, dedicada a divulgar mensagens de apoio ao governo, a espalhar notícias falsas e a exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. A investigação da RSF, baseada em análises de contas nas redes sociais, entrevistas com jornalistas locais e a recolha de documentos internos, indica que a BIR‑C opera de forma coordenada, contando com o envolvimento direto de apoiantes do poder e, possivelmente, de membros do próprio gabinete governamental. Os ciberactivistas teriam sido treinados para criar e amplificar conteúdos que reforçam a narrativa oficial, ao mesmo tempo que atacam e deslegitimam reportagens independentes. A RSF alerta que esta estratégia digital intensifica o clima de intimidação já existente no país, onde a liberdade de imprensa tem sido alvo de restrições desde o golpe militar de 2022. Ao usar ferramentas online para perseguir jornalistas, o regime não só dificulta o acesso a informações imparciais, como também alimenta a desinformação entre a população. A organização conclui que, se não houver uma resposta internacional firme, o modelo de “milícia digital” pode ser replicado por outros regimes autoritários na região, comprometendo ainda mais a segurança dos profissionais de media em África Ocidental.
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O presidente de Senegal, Bassirou Diomaye Faye, confirmou nesta segunda‑feira o apoio oficial à candidatura de Macky Sall para o cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. A declaração surge três dias depois de um encontro em Dakar entre o ex‑presidente Macky Sall e o atual chefe de Estado, que resultou numa reviravolta na posição anteriormente adotada por Faye. A decisão de Senegal tem peso no cenário diplomático, uma vez que o país tem desempenhado um papel ativo nas negociações multilaterais e nas missões de paz da ONU. Ao apoiar a candidatura de Sall, o governo senegalês sinaliza a intenção de reforçar a presença africana nos mais altos níveis da organização, numa altura em que a agenda de desenvolvimento sustentável e de segurança internacional exige maior representatividade do continente. Para Macky Sall, ex‑presidente que deixou o cargo em 2012, o apoio de Senegal pode ser decisivo nas primeiras rondas de votação, sobretudo entre os países africanos que costumam alinhar os seus votos com as recomendações regionais. Por sua vez, a postura de Bassirou Diomaye Faye pode refletir uma estratégia de fortalecimento de alianças internas e externas, demonstrando que, apesar das diferenças políticas internas, o Senegal está unido em torno da projeção de influência africana nas instituições globais. A comunidade internacional acompanhará de perto o desenrolar da campanha de Sall, que deverá concorrer contra candidatos de outras regiões. Caso seja eleito, a presença de um senegalês à frente da ONU poderá abrir novas oportunidades de cooperação entre Moçambique, outros países da região Oriental e a África Ocidental, reforçando laços de desenvolvimento, segurança e comércio no continente.
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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou um relatório que aponta o governo militar de Burkina Faso como responsável pela criação e operação de uma rede de ciberativistas, denominada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C). Segundo a ONG, a estrutura funciona como uma espécie de “milícia digital”, destinada a espalhar propaganda oficial, conduzir campanhas de desinformação e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas ao regime. A investigação da RSF revela que a BIR‑C seria composta por apoiantes do poder, possivelmente ligados a autoridades governamentais, que coordenam ações online para silenciar a imprensa independente. Entre as táticas identificadas estão a difusão de notícias falsas, a manipulação de tendências nas redes sociais e a intimidação direta a profissionais de comunicação que abordam temas sensíveis, como violações de direitos humanos e a situação de segurança no país. A organização alerta que a utilização de recursos digitais para coagir a imprensa representa uma ameaça grave à liberdade de expressão e ao pluralismo informativo em Burkina Faso. A RSF pede à comunidade internacional que acompanhe de perto a situação e exija ao governo burkinabé o fim de práticas que comprometem a segurança dos jornalistas e o direito da população a receber informações imparciais.
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O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, declarou oficialmente nesta segunda‑feira o apoio à candidatura de Macky Sall ao cargo de Secretário‑Geral das Nações Unidas. A decisão marca uma reversão de postura ocorrida apenas três dias antes, após o encontro entre o ex‑presidente senegalês e o atual chefe de Estado, realizado em Dakar. Durante a reunião, Faye e Sall discutiram a possibilidade de o candidato senegalês representar a África na liderança da ONU, enfatizando a necessidade de uma agenda que promova a paz, o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional. A mudança de posição de Faye reflete uma estratégia política que pretende fortalecer a influência do Senegal nas deliberações globais, bem como apoiar a experiência diplomática acumulada por Sall ao longo dos seus mandatos. A declaração de apoio tem potencial para influenciar o panorama das candidaturas à chefia da ONU, que se aproximam com a expectativa de que o continente africano mantenha a sua rotatividade no cargo. Para o Senegal, a aposta em Macky Sall pode traduzir‑se num maior protagonismo nas discussões internacionais e numa oportunidade de reforçar alianças regionais. O desenrolar da votação nas Nações Unidas será observado de perto pelos observadores políticos da região Ocidental e de toda a comunidade internacional.
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A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou recentemente que o regime militar que governa o Burkina Faso está a recorrer a uma estrutura organizada de ciberactivistas para difundir propaganda oficial, lançar campanhas de desinformação e exercer pressão sobre jornalistas e outras vozes críticas. Na investigação publicada pela ONG, a entidade aponta para a existência da chamada Brigada de Intervenção Rápida da Comunicação (BIR‑C), que funciona como uma espécie de "milícia digital" ao serviço do poder. Segundo o relatório da RSF, a BIR‑C seria composta por apoiantes do governo e, possivelmente, por funcionários públicos que coordenam a produção e a difusão de conteúdos favoráveis ao regime. O objetivo, de acordo com a ONG, seria criar um ambiente hostil para a imprensa independente, ao mesmo tempo que se alimenta de notícias falsas e narrativas manipuladas para legitimar a autoridade militar. A acusação surge num contexto em que o Burkina Faso vive um processo de transição política marcado por golpes militares sucessivos e por uma crescente insegurança na região do Saara, onde grupos insurgentes islamistas intensificam os ataques. A RSF alerta que a utilização de ferramentas digitais para intimidar jornalistas representa uma nova camada de repressão, dificultando ainda mais o acesso a informações fiáveis e a liberdade de expressão no país. A organização internacional conclui que, se não houver uma resposta coordenada da comunidade internacional e de organismos de direitos humanos, a prática da "milícia digital" pode tornar‑se um modelo para outros regimes autoritários na África Ocidental. A RSF pede, assim, que as autoridades burkinabes sejam submetidas a investigação independente e que se garanta a proteção dos profissionais de comunicação que continuam a relatar os acontecimentos no terreno.
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O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, declarou nesta segunda‑feira o apoio oficial à candidatura de Macky Sall ao cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. A decisão chegou a poucos dias de um encontro realizado em Dakar, onde o ex‑presidente Macky Sall e o atual chefe de Estado discutiram a possibilidade de uma candidatura conjunta. A mudança de postura de Faye – que até então mantinha uma posição neutra – surpreendeu observadores políticos, uma vez que a candidatura de Sall representa uma das mais fortes da África para o cargo mais alto da ONU. Macky Sall, que governou o Senegal entre 2012 e 2022, tem sido apontado como um candidato com experiência diplomática e apoio de diversos países em desenvolvimento. Com o anúncio, o Senegal posiciona‑se como um dos principais defensores da candidatura senegalesa, reforçando a influência do país no cenário internacional. A decisão de Faye poderá influenciar outros Estados da África Ocidental a apoiar o candidato, aumentando as hipóteses de Macky Sall alcançar a liderança da Organização das Nações Unidas.
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O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, oficializou nesta segunda‑feira o apoio à candidatura de Macky Sall para o cargo de secretário‑geral das Nações Unidas. A declaração marca uma reversão de posição, ocorrida apenas três dias depois de um encontro em Dakar entre o ex‑presidente Macky Sall e o atual chefe de Estado senegalês. Durante a reunião, os dois líderes discutiram a agenda internacional e a necessidade de uma liderança africana forte na ONU. Faye ressaltou que a experiência de Sall, adquirida ao longo de oito anos à frente do Senegal, o torna um candidato apto a defender os interesses do continente no mais alto fórum mundial. A mudança de postura do presidente senegalês indica uma estratégia de alinhamento político interno e de reforço da presença africana nas instituições multilaterais. A decisão de apoiar Macky Sall tem potencial para influenciar a corrida à secretaria‑geral, que conta já com candidatos de diversas regiões. Para o Senegal, a escolha pode traduzir‑se em maior visibilidade diplomática e em oportunidades de cooperação internacional. Observadores apontam que o apoio senegalês pode também estimular outras nações da África Ocidental a se posicionarem a favor de um candidato africano, alterando o equilíbrio de forças nas próximas votações da Assembleia Geral da ONU.
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