O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, chegou nesta terça‑feira, 7 de julho, a Adis Abeba para dar continuidade à sua digressão pelo continente africano. A visita tem como objetivo reforçar as relações diplomáticas e económicas da Rússia com países estratégicos da região, sobretudo no contexto da crescente instabilidade que afeta o Sahel. Em Adis Abeba, Lavrov manteve encontros com autoridades etíopes para discutir a cooperação em áreas como energia, mineração e segurança, bem como a possibilidade de aprofundar a presença russa em projetos de infraestrutura. O ministro também destacou o interesse de Moscovo em contribuir para a estabilização da região, que tem sido marcada por conflitos armados e crises humanitárias. A agenda de Lavrov prossegue com a deslocação a Niamey, capital do Níger, prevista para a quarta‑feira. Lá, o diplomata russo deverá participar numa reunião ministerial que reunirá representantes da Rússia, Níger, Mali e Burkina Faso. O encontro visa consolidar uma parceria multilateral que inclui a cooperação militar, a partilha de informações de inteligência e o apoio a iniciativas de desenvolvimento económico nas nações do Sahel. Esta ronda de visitas sublinha a estratégia russa de ampliar a sua influência no continente africano, sobretudo nos países do oeste que enfrentam desafios de segurança e buscam alternativas às parcerias tradicionais. Para Moçambique, que também lida com questões de segurança no norte do país, o itinerário de Lavrov pode representar uma oportunidade de observar modelos de cooperação que, no futuro, poderiam ser adaptados ao contexto local.

Fonte: da Redação e da Rfi
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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, chegou nesta terça‑feira, 7 de julho, a Adis Abeba para dar continuidade à sua gira diplomática pelo continente africano. A visita à Etiópia faz parte de uma agenda mais ampla que visa reforçar a presença russa na região do Sahel, onde Moscovo tem intensificado contactos com governos de países estratégicos. Durante a estadia em Adis Abeba, Lavrov manteve reuniões com autoridades etíopes para discutir cooperação em áreas como segurança, energia e investimento em infraestruturas. O encontro destacou o interesse russo em apoiar a luta contra grupos armados que ameaçam a estabilidade da região, bem como em explorar oportunidades nos setores de mineração e agricultura. Na sequência da visita à Etiópia, o ministro russo está programado a deslocar‑se na quarta‑feira para Niamey, capital do Níger, onde participará numa reunião ministerial que reunirá representantes da Rússia, Níger, Mali e Burkina Faso. O encontro deverá abordar a coordenação de esforços de segurança, a partilha de informações de inteligência e a potencial assinatura de acordos bilaterais de cooperação económica. A presença de Lavrov evidencia a estratégia russa de consolidar parcerias no Sahel, uma zona marcada por conflitos armados, migrações e desafios humanitários. A agenda de Lavrov reforça a intenção de Moscovo de aprofundar laços com os países do oeste africano, numa tentativa de contrabalançar a influência de outras potências globais. Para Moçambique, que acompanha de perto as dinâmicas geopolíticas no continente, a visita sublinha a importância de diversificar as parcerias internacionais e de acompanhar de perto os desenvolvimentos que podem impactar a segurança e a economia da região africana.

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Na manhã de sábado, 4 de julho, o Mali foi novamente alvo de ataques coordenados de grande envergadura, realizados por grupos jihadistas e por milícias independentistas tuaregues. Os combates se desenrolaram simultaneamente em várias províncias, marcando a continuação de uma escalada de violência que se intensificou nas últimas semanas. Os ataques, que envolveram explosões, tiroteios e embates armados, atingiram áreas estratégicas nos desertos do norte e nas regiões fronteiriças do país. Testemunhas relataram o uso de veículos militares improvisados e de armamento pesado, indicando um nível de planeamento e logística superior ao observado em incidentes isolados. As forças de segurança malinesas responderam com operações de contra‑ataque, mas ainda não há informações confirmadas sobre o número de vítimas ou a extensão dos danos materiais. Este novo surto de violência surge poucos dias depois de uma ofensiva rebelde que resultou na captura da cidade de Kidal, considerada um ponto-chave para o controlo do território no norte do Mali. Na mesma sequência, o ministro da Defesa do país foi assassinado, fato que abalou ainda mais a já frágil estabilidade governamental. Analistas apontam que a combinação de grupos jihadistas, que buscam impor a sua interpretação extremista da lei islâmica, com facções tuaregues que reivindicam maior autonomia, cria um cenário de conflito híbrido que dificulta a resposta das autoridades. O governo de Assimi Goïta, que assumiu o poder após um golpe militar em 2020, condenou os ataques e prometeu reforçar a presença militar nas áreas afetadas. Enquanto isso, parceiros internacionais, incluindo a França e a União Europeia, reiteraram a necessidade de apoio logístico e de inteligência para conter a expansão da insurgência. A comunidade regional, representada pela União Africana e pela Força Conjunta da Sahel, também tem expressado preocupação, advertindo que a deterioração da segurança no Mali pode ter repercussões em todo o Sahel. Com o país novamente mergulhado num ciclo de violência, a população civil permanece vulnerável a deslocamentos forçados, escassez de alimentos e interrupções nos serviços básicos. O futuro próximo dependerá da capacidade das forças de segurança de restabelecer a ordem, bem como da eficácia das iniciativas diplomáticas e de desenvolvimento que visam abordar as causas subjacentes do conflito, como a marginalização socio‑económica e a falta de representação política das comunidades tuaregues.

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Na manhã de sábado, 4 de julho, o Mali registou uma nova onda de ataques coordenados de grande escala, perpetrados por grupos jihadistas e por milícias tuaregues independentistas. Os combates foram desencadeados simultaneamente em diversas províncias, demonstrando a capacidade logística e o alcance dos insurgentes, que continuam a desafiar a autoridade do governo central. Os episódios violentos surgem apenas algumas semanas após uma ofensiva rebelde que culminou na ocupação da cidade estratégica de Kidal, no norte do país, e na morte do ministro da Defesa, eventos que abalaram ainda mais a estabilidade política e a segurança nacional. As forças armadas malaias, já sobrecarregadas, têm enfrentado dificuldades para conter a expansão dos grupos armados, que aproveitam o vácuo de poder para consolidar áreas de influência e reforçar as linhas de abastecimento. Especialistas em segurança alertam que a escalada da violência pode ter repercussões além das fronteiras do Mali, ameaçando a paz na região do Sahel e exigindo uma resposta coordenada da comunidade internacional. Enquanto isso, a população civil permanece vulnerável, enfrentando deslocamentos forçados e escassez de recursos básicos, numa situação que requer atenção urgente dos organismos humanitários e dos governos vizinhos.

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Na manhã de sábado, 4 de julho, o Mali registou novos ataques de grande escala, coordenados por grupos jihadistas e por facções independentistas tuaregues. As investidas, que se espalharam por várias províncias do país, marcaram a continuação de um período de intensificação da violência que tem abalado a segurança nacional. Os responsáveis pelos ataques são as mesmas organizações que, há poucas semanas, protagonizaram uma ofensiva rebelde de considerável magnitude. Naquela ocasião, os combatentes tomaram a cidade estratégica de Kidal, um ponto logístico fundamental no norte do Mali, e o ministro da Defesa foi assassinado, gerando um choque nas estruturas governamentais. A recente sequência de confrontos demonstra a capacidade de coordenação entre os grupos jihadistas, ligados a redes extremistas transnacionais, e os movimentos tuaregues que lutam pela autonomia regional. A escalada da violência coloca novamente o Mali no centro das atenções internacionais, sobretudo quanto à estabilidade da região do Sahel. As autoridades malianas enfrentam o desafio de reforçar a presença militar e de buscar apoio externo para conter a propagação do conflito. Enquanto isso, a população civil continua a sofrer as consequências de deslocamentos forçados, interrupções nos serviços básicos e um clima de insegurança que dificulta a recuperação económica. O cenário aponta para a necessidade de um esforço conjunto, tanto a nível nacional como internacional, para restaurar a ordem e prevenir que o país se torne ainda mais vulnerável a ameaças extremistas.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, chegou a Adis Abeba na terça‑feira, 7 de julho, como parte da sua missão de trabalho na África. A visita, que faz parte de uma ronda mais ampla pelo continente, tem como objetivo reforçar as relações bilaterais com a Etiópia e preparar o terreno para encontros de alto nível na região do Sahel. Durante a sua estadia em Adis Abeba, Lavrov manteve reuniões com autoridades etíopes para discutir cooperação em áreas estratégicas, nomeadamente energia, mineração e segurança. A Etiópia, que tem buscado diversificar as suas parcerias internacionais, vê na Rússia um potencial aliado para o desenvolvimento de infra‑estruturas e para a modernização do sector energético. Ao mesmo tempo, Moscovo procura expandir a sua influência no continente, oferecendo apoio militar e tecnológico a países que enfrentam desafios de segurança. A agenda de Lavrov segue para o Níger na quarta‑feira, onde deverá participar numa reunião ministerial conjunta entre Rússia, Níger, Mali e Burkina Faso. Este encontro faz parte da estratégia russa de aprofundar laços com os Estados do Sahel, região marcada por conflitos armados, terrorismo e crises humanitárias. Ao reunir‑se com representantes desses países, Moscovo pretende consolidar acordos de cooperação em defesa, segurança e desenvolvimento económico, reforçando a sua presença num espaço tradicionalmente dominado por potências ocidentais. A visita de Lavrov sublinha a crescente aposta da Rússia na África, particularmente nas áreas de segurança e recursos naturais. Para Moçambique, que também enfrenta desafios no Norte e no Sul, o movimento russo pode representar tanto oportunidades de parcerias como um novo factor de concorrência nas negociações internacionais. O acompanhamento da evolução desta agenda será crucial para entender como as dinâmicas geopolíticas globais influenciarão a estabilidade e o desenvolvimento da região africana.

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Mali volta a ser alvo de ataques coordenados de grande escala Na manhã de sábado, 4 de julho, o território maliano foi novamente palco de uma série de investidas simultâneas perpetradas por grupos jihadistas e por milícias tuaregues que reivindicam a independência de regiões do norte. Os combates, que se estenderam por várias províncias, marcaram a primeira grande ofensiva desde a tomada da cidade estratégica de Kidal, ocorrida poucas semanas atrás, e a morte do ministro da Defesa, eventos que já haviam abalado a estabilidade do país. Os ataques coordenados envolveram o uso de veículos blindados, explosivos improvisados e artilharia leve, resultando em confrontos intensos nas áreas de Gao, Timbuktu e Kidal. Fontes militares confirmaram que os insurgentes conseguiram ocupar temporariamente alguns postos avançados do exército, antes de serem repelidos pelas forças de segurança com apoio de unidades de elite. O número de vítimas ainda não foi oficialmente divulgado, mas relatos de moradores indicam que dezenas de civis foram feridos e várias infra‑estruturas, como escolas e postos de saúde, sofreram danos consideráveis. A ofensiva surge num contexto de fragilidade política e segurança no Mali, onde a presença de grupos armados se intensificou após a retirada das tropas francesas e a redução da missão da União Europeia. A tomada de Kidal, considerada um ponto logístico crucial no norte do país, e o assassinato do ministro da Defesa, que era responsável pela reorganização das forças armadas, criaram um vácuo de poder que os rebeldes aproveitaram para lançar a nova operação. Autoridades malianas acusam o grupo jihadista al‑Qaeda no Magrebe (AQIM) de coordenar os ataques, embora também reconheçam a participação de facções tuaregues que buscam maior autonomia ou independência. Em resposta, o governo anunciou a mobilização de reforços militares e a intensificação das operações de contra‑terrorismo, além de solicitar apoio técnico e logístico a parceiros internacionais, incluindo a França, os Estados Unidos e a União Africana. Enquanto isso, agências humanitárias alertam para o risco de uma nova onda de deslocamentos internos, já que milhares de famílias permanecem vulneráveis a novos surtos de violência. A comunidade internacional tem acompanhado de perto a escalada do conflito, reiterando a necessidade de um diálogo inclusivo que envolva todas as partes em conflito, a fim de restaurar a paz e garantir a estabilidade na região do Sahel. O futuro imediato de Mali permanece incerto, mas a capacidade de resposta das forças de segurança e a cooperação externa serão determinantes para conter a onda de violência que ameaça o país e a vizinhança.

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