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4% dos doentes internados nas instituições hospitalares são vítimas de erro médico

A responsabilidade jurídica só é atribuída a um profissional quando este violaos princípios plasmados no Código Deontológico e Ético da Ordem dos Médicos”

Angola
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Em Angola, quatro por cento dos doentes internados nas instituições hospitalares são vítimas de erro médico, de acordo com o bastonário da Ordem dos Médicos de Angola. Carlos Pinto de Sousa, que falava quinta-feira em Luanda, durante uma palestra sobre

“A Responsabilidade Jurídica Emergente do Acto Médico”, acrescentou que, num hospital, seis por cento é a probabilidade diária de um doente sofrer de um erro médico, sendo que 17 por cento dos erros ocorrem em actos cirúrgicos e de 20 a 30 por cento são devidos a falhas de prescrição médica.

O bastonário frisou que a ciência médica não é exacta, daí o risco da ocorrência de erros. “O médico deve ser prudente no exercício da sua actividade, de modo a não cometer erros próprios”, disse, para depois salientar que o médico competente e dedicado a tempo inteiro não está livre de cometer um erro.

Carlos Pinto de Sousa referiu que o combate ao erro médico começa pela divulgação de informação a respeito dos casos que acontecem e realçou que o erro médico surge de factores biológicos, humanos e extra-humanos, relacionados com as tecnologias e o ambiente de trabalho.

“A responsabilidade jurídica só é atribuída a um profissional quando este violaos princípios plasmados no Código Deontológico e Ético da Ordem dos Médicos”, esclareceu Carlos Pinto de Sousa. O bastonário da Ordem dos Advogados de Angola, Hermenegildo Cachimbombo, presente no acto, afirmou que os profissionais de saúde estão sujeitos aos deveres legais, contratuais e deontológicos e explicou que nas situações em que o profissional de saúde trabalha por conta de uma instituição pública ou privada a reparação do erro pode ser exigida directamenteàinstituição contratante.

“As Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros devem criar uma lista de especialistas para intervirem como peritos sobre esta matéria, sempre que forem chamados”, realçou.

O bastonário da Ordem dos Advogados de Angola sublinhou que, para reduzir o risco jurídico da sua actividade, os profissionais de saúde devem assinar contratos de responsabilidade civil.

 

 

 

 

 

 

Fonte:Angonoticias

Reditado por: Stop Noticias 2016