
O tempo da inteligência artificial barata pode estar a chegar ao fim. Depois de meses a conquistar utilizadores com acesso acessível e até gratuito, várias empresas tecnológicas estão agora a ajustar contas e o GitHub Copilot é um dos exemplos mais claros desta mudança.
A plataforma da Microsoft anunciou uma alteração importante no modelo de preços do Copilot: a partir de 1 de Junho, todos os planos passam a usar faturação baseada no consumo. Na prática, quem usar mais recursos de IA vai pagar mais.
GitHub Copilot muda preços e passa a cobrar por utilização
A novidade marca uma mudança relevante no mercado das ferramentas de IA para programação. Até aqui, o GitHub Copilot funcionava com um sistema que incluía pedidos “premium” dentro de determinados limites.
Esse modelo vai ser substituído por um sistema de GitHub AI Credits, ligado diretamente ao número de tokens consumidos em cada tarefa. Ou seja, o custo deixa de ser apenas uma mensalidade fixa e passa a refletir o uso real da ferramenta.
Segundo o GitHub, um utilizador com um plano de 10 dólares por mês receberá o equivalente a 10 dólares em créditos mensais. Se ultrapassar esse valor, terá de comprar créditos adicionais.
Porque é que a IA está a ficar mais cara?
A explicação é simples: os sistemas de inteligência artificial estão a tornar-se muito mais exigentes em termos de processamento. E isso tem um preço elevado nos bastidores.
Ferramentas como o Copilot já não servem apenas para responder a perguntas rápidas. Cada vez mais, são usadas em sessões longas, com agentes autónomos a gerar código durante horas, muitas vezes em paralelo.
Esse tipo de utilização pesa fortemente nos servidores e aumenta os custos de inferência, ou seja, os custos associados ao funcionamento dos modelos de IA em tempo real.
O antigo modelo deixou de fazer sentido
O próprio GitHub admite que o sistema anterior já não era sustentável. Uma pergunta curta e uma tarefa complexa de várias horas podiam custar o mesmo ao utilizador, mesmo que o impacto técnico fosse totalmente diferente.
Na prática, a empresa estava a absorver uma parte crescente desses custos. Agora, quer alinhar o preço com o consumo efetivo.
Não é só o GitHub: outras empresas também estão a apertar
O movimento não é isolado. Nos últimos meses, outras empresas do setor também começaram a impor limites mais apertados ou a rever os seus planos.
A Anthropic ajustou várias vezes os limites do Claude Code.
Em períodos de maior procura, apertou ainda mais o acesso.
A Google também introduziu limites semanais na sua ferramenta Antigravity.
O padrão é claro: à medida que a adoção da IA cresce, manter preços baixos para tarefas intensivas torna-se cada vez mais difícil.
O que muda para utilizadores e empresas
Para programadores e equipas tecnológicas, esta mudança pode ter impacto direto no orçamento. Empresas que incentivaram o uso massivo de ferramentas de IA podem agora enfrentar custos mais imprevisíveis.
Para utilizadores individuais, o efeito dependerá da intensidade de uso. Quem faz consultas rápidas pode nem notar grande diferença. Mas quem depende da IA para fluxos de trabalho longos e automação mais pesada poderá sentir a subida da fatura.
Fonte:da Redação e da maistecnologia
Reeditado para:Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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