
Apesar do aumento de casos, a situação nos hospitais é estável. Esta garantia é dada pela presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima.
"Os hospitais não têm tido um aumento elevado de casos. Não temos hospitais com listas de espera para quartos Covid. Felizmente, temos conseguido manter a situação estável", garante.
No Hospital Agostinho Neto, o maior do país, situado na Cidade da Praia, o espaço de internamento para doentes com Covid-19 está no limite. Nove das dez camas disponíveis estavam ocupadas na terça-feira (04.01).
"Não temos tido problemas com a realização dos testes"
O diretor clínico do hospital, Vitor Costa, disse à DW que o aumento exponencial de casos sobrecarrega os serviços desta estrutura hospitalar.
"Além dos casos de Covid-19, o hospital continua a atender as outras patologias, que também estão a crescer. Então, com este aumento [de casos de Covid-19], é claro que a sobrecarga é enorme, com stresse e cansaço dos profissionais [de saúde]", conta.
Face ao aumento de novas infeções, levanta-se a questão sobre a capacidade do país em testar a população. Mas a presidente do INSP assegura que, neste momento, Cabo Verde tem testes suficientes para responder às necessidades.
Maria da Luz Lima avança ainda que, até fevereiro, o país terá capacidade para identificar novas variantes da Covid-19.
"Não temos tido problemas com a realização dos testes, quer para a viajem ou mesmo para a vigilância epidemiológica, porque nós temos o serviço público e ainda contamos com o apoio do privado. Há um laboratório privado ( ...) e há testes suficientes, neste momento, para cobrir as demandas do país", assegura.
"Variante [Ómicron] vai dificultar a vida dos cidadãos"
A confirmação da circulação da variante Ómicron na ilha de Santiago aumentou ainda mais a ansiedade dos moradores, que temem pelo agravamento da situação social.
"É uma situação preocupante, porque é uma doença que afeta muito a normalidade e, aqui em Cabo Verde, não é diferente. Afeta muito. Esta nova variante é menos agressiva, porém, ainda assim, é um grande desconforto", diz Ícaro Ribeiro, morador na Cidade da Praia.
"Esta variante vai dificultar a vida dos cidadãos. A situação já tinha melhorado um pouco, mas, agora, a economia será novamente afetada" lamenta Lizete Ramos, moradora de São Vicente.
Carlos Monteiro, morador da Cidade da Praia, acha que "se houver mais casos, as famílias vulneráveis serão as que mais vão sentir o [impacto]. É a situação destas famílias que vai piorar mais."
Esta quarta-feira (05.01), numa comunicação conjunta ao país, o Presidente da República, José Maria Neves, e o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, pediram um "cerrar de fileiras" no combate à pandemia, com aumento da vacinação, proteção individual e fiscalização das medidas sanitárias.
Fonte:da Redação e da DW
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
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Fotografias:Getty Images/Reuters/EFE/AFP/Estadão
