
"Não levei a vacina. Como toda a gente, andei a adiar, a adiar. Depois, a infeção acontece num segundo", diz uma paciente.
À desconfiança relativamente à vacina russa Sputnik junta-se o descuido, sobretudo dos mais jovens. O chefe dos cuidados intensivos de um hospital de Stavropol testemunha: "Os jovens não se preocupam muito com a saúde, porque pensam que são jovens, estão fortes e saudáveis. Por isso, não se vacinam", diz Serguei Babikov.
O aumento da mortalidade é patente também para quem trabalha nos cemitérios. É o que se pode constatar, por exemplo, no cemitério da vila de Nevinnomyssk, também na região de Stavropol.
Oleg Kolpakov, chefe do cemitério, testemunha: "Antes, enterrávamos 120 a 130 pessoas por mês. Agora, são mais de 200. Jovens, estudantes, trabalhadores, homens fortes, pessoas que ainda na véspera tinham ido trabalhar, depois apanharam a doença e numa semana ou duas acabou tudo".
Antes, enterrávamos 120 a 130 pessoas por mês. Agora, são mais de 200.
Oleg Kolpakov
Chefe do cemitério de Nevinnomyssk (região de Stavropol)
A Rússia tem registado também mais de 200 mil novos casos diários, nos últimos dias.
Fonte:da Redação e da euronews
Reeditado para:Noticias do Stop 2021
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Fotografias:Getty Images/Reuters/EFE/AFP/Estadão
