
O sistema, idealizado por um grupo governamental que fomenta a pesquisa sísmica, estabelece quatro categorias na categoria de falhas (S, A, Z e X) em função da probabilidade de causar um terremoto, segundo informou nesta terça-feira (data local) a emissora pública "NHK".
Em virtude deste sistema, se designará com a categoria S aquelas falhas que tenham uma alta probabilidade (de mais de 3%) de desencadear um terremoto maior em um período de 30 anos; com categoria A falhas que possuam uma probabilidade de entre 0,1% e 3%; e com Z aquelas com uma inferior a 0,1%.
As falhas catalogadas com categoria X serão aquelas nas quais não se avalia uma possibilidade clara, embora não se descarte que possam causar sacudidas em um futuro próximo.
O desenvolvimento do sistema acontece após as críticas geradas por causa dos terremotos, depois que os especialistas apontaram que o grupo, que publicou informação sobre 97 falhas ativas de importância anteriormente, não avaliou adequadamente o risco no sistema que teria causado os tremores na primavera.
Um terremoto de 6,5 e outro de 7,3 graus de magnitude na escala aberta de Richter sacudiram as cidades de Kumamoto e Oita, no sudoeste do arquipélago japonês, nos dias 14 e 16 de abril, respectivamente, deixando 50 mortos e numerosos danos materiais em prédios e infraestruturas básicas.
Segundo a avaliação anterior, a probabilidade de um terremoto dessa magnitude no sistema de falhas Futagawa, onde se teria originado o tremor original, era de entre 0% e 0,9%.
Aplicando o novo sistema, em torno de um terço das falhas alcançariam a categoria S, segundo informaram funcionários à "NHK".
Fonte:EFE
Reditado para:Noticias Stop 2016
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