
intervenção do exterior.
"Convoquei exercícios militares nacionais das Forças Armadas, no próximo sábado, para nos prepararmos para qualquer cenário porque esta terra é sagrada e devemos fazer com que seja respeitada", disse o chefe de Estado em comício com milhares de apoiadores no centro de Caracas.
O anúncio do líder foi feito um dia após a decisão de decretar um estado de exceção e emergência econômica que lhe daria "o poder suficiente" para, entre outros assuntos, fazer frente a um suposto golpe de Estado contra si e supostos planos do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe de uma intervenção de "exércitos estrangeiros".
Maduro considerou importante que se aumente "a consciência" dos venezuelanos porque, segundo ele, o plano contra seu governo "é perturbar a paz", gerar violência no país "para justificar uma intervenção estrangeira na Venezuela".
"Para alguns, isso soará extremista, mas eu não diria que é extremista", acrescentou.
O líder venezuelano voltou a denunciar Uribe por supostos planos do político colombiano de promover uma "conspiração contra a Venezuela". Maduro afirmou que Uribe participou de uma reunião em Washington na qual supostamente pediu a intervenção no país.
"Isto é uma das coisas mais graves que jamais uma autoridade, um ex-presidente da Colômbia ou da América, tenha dito contra a Venezuela. Pediu uma intervenção armada de um exército estrangeiro nesta terra sagrada", denunciou.
Maduro pediu às autoridades venezuelanas que ativem as ações legais pertinentes contra Uribe, a quem classificou como "um paramilitar, assassino".
"O que Uribe fez constitui um crime internacional. Peço ao Ministério Público, ao Poder Judiciário, que ativemos todas as ações nacionais e internacionais para processar Álvaro Uribe", disse.
Fonte:EFE
Reditado por: Stop Noticias 2016
Tópicos: Nicolás Maduro, Políticos, Venezuela, América Latina
Fotografias: Getty Images
