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Dívida à China vale 20% do PIB

Dívida à China vale 20% do PIB

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A dívida de Angola à China rondava os 20% do produto interno bruto (PIB) do País no final do ano passado, e poderá sofrer um aumento de quase 70%, se forem concluídas com sucesso as negociações com vista ao reforço do financiamento chinês a

projectos nacionais.
De acordo com o prospecto da emissão das eurobonds angolanas emitidas em Maio deste ano, no final de 2007, Angola devia à China, entre dívida bilateral e em- préstimos junto de bancos comerciais, cerca de 21,5 mil milhões USD (ver tabela nesta página).
Nesse ano, o PIB, cotação do kwanza face ao dólar no final de Dezembro , rondava os 98 mil milhões USD. Ou seja, o País devia a Pequim o equivalente a cerca de um quinto do produto.
A China é, de longe, o país a que Angola deve mais dinheiro. No total, a dívida externa nacional era, no final do ano passado, de cerca de 38,3 mil milhões USD dos quais 21,5 mil milhões à China.
A Rússia e o Brasil são outros importantes credores do País. Em termos de fornece- dores, a dívida é liderada por Israel cerca de 3 mil milhões USD no final de 2017, de acordo com a mesma fonte.
Nos próximos dias 3 e 4 de Setembro, Pequim recebe a Cimeira China-África, sendo esperados encontros de alto nível entre membros dos governos chinês e angolano. Em cima da mesa, poderá estar a negociação de novas linhas de crédito a Angola, que precisa de dinheiro para levar a cabo diversos projectos de investimento públicos, nas áreas dos transportes , energia, entre outros.
O documento que o Governo angolano divulgou junto dos investidores internacionais que adquiriram eurobonds angolanas de cerca de 3 mil milhões USD referia então estarem em curso negociações com vista a novos financiamentos junto da China que, no total, rondavam 15,5 mil milhões USD.

O prospecto indica que as linhas em causa dizem respeito ao Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, no acrónimo em inglês), Banco de Desenvolvimento da China (CBD) e China Exim Bank, instituições a que Angola já deve dinheiro.

Os fundos que em todo o caso não seriam desembolsados de uma vez só serviriam para financiar obras e infra-estruturas, incluindo o sector da energia e a conclusão do Aeroporto do Bom Jesus, em da, que está a ser construido por um consórcio liderado por chineses.

Entretanto, segundo o prospecto das eurobonds, entre 2013 e 2017, Angola ex- portou para a China petróleo num valor próximo dos 107 mil milhões USD. Ou seja, neste período, Luanda vendeu a Pequim petróleo num valor que até supera o PIB angolano.
Nos últimos meses, o Presidente João Lourenço tem feito um esforço para diversificar as fontes de financiamento e atrair investimento, nas suas visitas por países como França ou Bélgica, ou, mais recentemente, Alemanha.

Entretanto, o País prepara-se para aceitar financiamento do Fundo Monetário Inter- nacional, uma ‘jogada’ do Governo que irá trazer mais confiança dos mercados internacionais no País. Manter a China como o principal financiador externo da economia nacional poderá, a prazo, deixar de ser a melhor ou quase única, como até aqui, opção disponível.
O dinheiro do FBI, ainda que possa chegar a uma taxa de juro mais baixa, terá um custo social elevado, já que irá obrigar o Governo a tomar medidas impopulares, como cortar os subsídios a combustíveis, energia e água, reduzir a massa salarial na função pública, e outras reformas de que Angola precisa para fortalecer as finanças públicas.

A dívida à China tem estado envolvida em polémica, uma vez que não se conhecem com detalhe as condições em que Angola está a pagá-la. Em regra, o País paga com petróleo (a China é o maior destinatário da commodity angolana). Mas não se sabe quanto do petróleo é para abater na dívida, e quanto é apenas ‘venda’ simples, como a qualquer comprado


Fonte:da Redação e Por angonoticias.com
Reditado para:Noticias do Stop 2018