Angolanos e chineses desdramatizam dívida

Angolanos e chineses desdramatizam dívida

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, disse ontem, em Luanda, não haver motivos para preocupação em relação à dívida de Angola para com a China, afastando o espectro da existência de quaisquer irregularidades com o seu

cumprimento.
Wang Yi, que fez esta afirmação na conferência de imprensa realizada na sede do Mirex depois da assinatura do acordo de facilitação de vistos em passaportes ordinários, foi peremptório em afirmar que não existem motivos de preocupação, pois “o serviço da dívida de Angola para com a China tem andado muito bem e nunca houve problemas”.
A questão da dívida de Angola para com a China dominou a conferência de imprensa, e nenhum dos ministros foi omisso quanto a isso, embora nenhum deles tenha revelado o valor do montante, continuando, assim, a não ser do domínio público. Porém, dados publicados pela imprensa ocidental apontam para um investimento da China em Angola na ordem dos 60 mil milhões de dólares.
“Não tenho nenhuma preocupação com a dívida de Angola. Não estou preocupado de jeito nenhum, porque tanto o partido no poder em Angola, como o Governo estão a procurar o caminho para a diversificação da economia e a industrialização acelerada”, disse, acrescentando que, com isso, Angola vai ter mais resultados e um desenvolvimento forte. Wang Yi lembrou que, desde o alcance da paz em Angola, existiam países com capacidade para ajuda, mas não o fizeram. “Como bom amigo de Angola, a China estendeu a sua mão, já que somos ambos países em desenvolvimento. Por isso, damos o financiamento necessário para construir e para fazer evoluir significativamente Angola”, disse, recordando que o seu país construiu mais de 20 mil quilómetros de estradas e mais de 2.800 quilómetros ferrovias, além de infra-estruturas, habitação social, 100 escolas e 50 hospitais.
“Estes são os resultados tangíveis do investimento chinês em Angola”, referiu, considerando as informações postas a circular na media ocidental infundadas e que não valem o seu comentário.


Dívida nos parâmetros


Quando questionado sobre o montante da dívida contraída por Angola à China, Manuel Augusto justificou não terem competência técnica para discutir números, cabendo-lhes analisar o enquadramento do nosso relacionamento, já que a dívida resulta da relação por via da cooperação económica e comercial.
“Os números existem e os sectores competentes estão a discutí-los. Não é necessariamente um dado público, mas devemos dizer que é uma dívida que se situa nos parâmetros daquilo que o Executivo angolano está autorizado a contrair”.
O balanço que fizemos, sublinhou, é que até agora tem estado tudo a correr bem, lamentando o facto de o petróleo ter baixado de preço, o que compromete o cumprimento atempado de algumas obrigações internacionais, como é o caso com a China e outros países com quem Angola tem relações. “Mas o nome de Angola continua bem visto na praça financeira internacional. Estamos a trabalhar com a China para tornarmos ainda mais eficaz o resultado desses financiamentos nos nossos projectos de desenvolvimento”.
O ministro Manuel Augusto anunciou para breve a reunião da comissão mista de cooperação em Luanda.


Facilitação de vistos


Angola e China rubricaram ontem, em Luanda, o acordo de facilitação de vistos em passaportes ordinários, resultado da excelente relação estratégica entre os dois Estados, cuja cooperação data de 12 de Janeiro de 1983. O ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, foram os signatários do acordo.
Na sequência das conversações entre os dois ministros, foi realizada uma conferência de imprensa.
O ministro chinês, Wang Yi, disse que as duas partes “têm tido ao longo destes 35 anos uma amizade tradicional profunda, baseada na honestidade, amizade, igualdade e apoio mútuo”. O ministro Wang Yi lembrou que a cooperação bilateral tem estado desde sempre no primeiro escalão, sendo a China, actualmente, o maior parceiro comercial de Angola, maior comprador do petróleo e a maior fonte de financiamento.

 

Fonte:da Redação e Por Angonoticias
Reditado para:Noticias do Stop 2018