Mais de trinta cidadãos moçambicanos encontram‑se a viver ao relento há quase um mês nas imediações da passagem fronteiriça de Ressano Garcia, na província de Maputo, após terem sido forçados a abandonar as suas casas na África do Sul. O grupo, composto principalmente por trabalhadores migrantes, chegou a território mozambicano depois de sofrer ataques xenófobos que deixaram a comunidade vulnerável e sem meios para regressar às suas origens. Os refugiados improvisaram acampamentos de campanha nas margens da estrada que liga Maputo à fronteira sul, onde dependem de ajudas pontuais e de recursos escassos para sobreviver. Muitos perderam o contacto com as famílias que ainda permanecem em áreas sul‑africanas, enquanto outros não conseguem retomar os empregos que lhes permitiam sustentar os seus dependentes. A situação tem gerado preocupação entre autoridades locais, organizações não governamentais e representantes da diáspora, que alertam para o risco de crises humanitárias se não forem adotadas medidas urgentes de apoio e recolocação. O Ministério da Segurança Pública de Moçambique já foi acionado para garantir a segurança dos deslocados e avaliar a necessidade de alojamento temporário ou de assistência alimentar. Por sua parte, a Embaixada da África do Sul em Maputo tem sido contactada para facilitar o retorno seguro dos migrantes que desejam regressar, bem como para investigar os incidentes de violência que desencadearam a fuga. Organizações da sociedade civil, como a Cruz Vermelha e grupos de apoio aos migrantes, estão a mobilizar recursos e a prestar apoio psicossocial, mas reconhecem que a resposta ainda é insuficiente face ao número crescente de pessoas em situação de vulnerabilidade. A situação evidencia a necessidade de reforçar os mecanismos de proteção aos migrantes sul‑africanos, que constituem uma parte importante da força de trabalho de ambos os países. Enquanto as autoridades moçambicanas trabalham para providenciar abrigo e assistência básica, apela‑se à comunidade internacional e aos parceiros regionais para que se desenvolvam estratégias de longo prazo, que incluam a criação de centros de acolhimento, programas de reintegração e medidas de prevenção contra a xenofobia. Só assim será possível garantir a dignidade e a segurança dos moçambicanos que se viram forçados a abandonar as suas casas em busca de proteção.

Fonte: da Redação e da Rfi
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Quinta‑feira, 15 de julho, marca os quinze anos da independência do Sudão do Sul, a nação mais jovem da África. Ao contrário de outras efemérides que geram festas e desfiles, nas ruas de Juba e nas demais cidades do país não se registaram comemorações públicas. A razão principal é que a liberdade conquistada em 2011 foi rapidamente seguida por uma série de conflitos armados que mergulharam a população num cenário de violência, deslocamento e crise humanitária. Desde a assinatura do Acordo de Paz da Assinatura de 2015, o Sudão do Sul tem vivido períodos de cessar‑fogo intermitentes, mas a instabilidade política e as disputas étnicas persistem. O conflito civil, que eclodiu em 2013, provocou a morte de centenas de milhares de pessoas e o deslocamento interno de mais de quatro milhões, além de gerar uma grave escassez de alimentos e serviços básicos. Embora acordos de paz tenham sido renovados em 2018 e 2020, a implementação tem sido lenta e os confrontos esporádicos continuam a impedir uma recuperação sustentável. A ausência de celebrações neste aniversário evidencia a profunda frustração da sociedade sul‑sudanesa, que ainda espera por um futuro de estabilidade e desenvolvimento. Enquanto a comunidade internacional mantém esforços de mediação e apoio humanitário, a população local continua a enfrentar desafios diários, como a falta de acesso à saúde, à educação e à segurança alimentar. O quinze.º aniversário da independência, portanto, serve mais como um lembrete das promessas não cumpridas e da necessidade urgente de avançar para uma paz duradoura que permita ao Sudão do Sul celebrar, verdadeiramente, a sua soberania.

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Seis cidadãos moçambicanos chegaram ao país depois de terem sido submetidos a duas‑meses de exploração laboral na República Centro‑Africana (RCA). O regresso ocorreu na manhã de ontem, quando o Consulado de Moçambique em Bangui recebeu os viajantes, que relataram condições de trabalho degradantes e salários muito abaixo do prometido. Os seis retornados foram atraídos para a RCA por um intermediário de origem chinesa, que lhes garantiu vagas bem remuneradas e alojamento adequado. Ao chegarem ao destino, porém, foram obrigados a exercer funções informais em condições de segurança precária, sem receber o pagamento acordado. O caso ilustra a vulnerabilidade de trabalhadores migrantes que, na busca de melhores oportunidades, acabam por ser vítimas de redes de recrutamento fraudulentas. Ainda permanecem retidos na RCA oito compatriotas que aguardam apoio consular para regressarem a Moçambique. As autoridades moçambicanas, em conjunto com a Embaixada em Bangui, estão a coordenar esforços para garantir a libertação e o retorno seguro desses cidadãos, bem como para investigar a atuação do intermediário chinês responsável pelo esquema. O Ministério dos Negócios Estrangeiros reforçou a necessidade de os migrantes verificarem a legitimidade de agências de recrutamento e de recorrerem às representações diplomáticas antes de aceitarem propostas de emprego no estrangeiro. A situação sublinha a importância de políticas de proteção ao trabalhador migrante e de parcerias regionais para combater o tráfico de mão‑de‑obra. Enquanto as famílias dos retidos aguardam notícias, as autoridades prometem intensificar a vigilância sobre práticas de recrutamento irregular e acelerar os processos de assistência a quem já se encontra em situação de vulnerabilidade.

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Mais de trinta cidadãos moçambicanos encontram‑se sem abrigo há quase um mês nas imediações da fronteira de Ressano Garcia, no distrito de Maputo, após terem sido forçados a fugir da África do Sul devido a episódios de violência xenófoba. Os deslocados, que chegaram ao ponto de fronteira sem recursos e sem garantias de retorno às suas comunidades de origem, permanecem num estado de vulnerabilidade extrema. Alguns escaparam de ataques dirigidos a migrantes nas cidades sul‑africanas, enquanto outros perderam contacto com as famílias e não conseguem organizar o regresso. Sem acesso a alimentação, água potável e serviços de saúde, dependem de ajuda pontual de organizações não governamentais e de iniciativas comunitárias que tentam suprir necessidades básicas, como a distribuição de mantas e alimentos. Autoridades de ambos os países foram alertadas sobre a situação, mas ainda não há um plano definido para a recolocação ou reassentamento dos refugiados temporários. Enquanto isso, a comunidade moçambicana na região de Ressano Garcia tem apelado a uma resposta mais coordenada, solicitando apoio do governo e de agências humanitárias para garantir a dignidade e a segurança dos afetados. A crise evidencia a necessidade de reforçar mecanismos de proteção a migrantes e de combater a xenofobia, de modo a prevenir novos episódios de deslocamento forçado na fronteira sul‑africana.

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A República do Sudão do Sul comemora hoje quinze anos da sua independência, mas a data passou despercebida nas ruas da capital Juba e nas demais cidades do país. A nação, que se libertou do Sudão em 2011 com a promessa de paz e prosperidade, tem vivido uma realidade marcada por conflitos armados, crises humanitárias e instabilidade política, o que tem impedido a realização de celebrações oficiais ou populares. Desde a assinatura do acordo de cessar-fogo em 2018, o Sudão do Sul tem tentado reconstruir as suas instituições e retomar o caminho do desenvolvimento. Contudo, a recorrência de confrontos entre grupos étnicos e a disputa por recursos naturais continuam a gerar deslocamentos forçados e a deterioração das condições de vida da população. Segundo relatórios da ONU, mais de quatro milhões de pessoas permanecem deslocadas internamente, e a taxa de pobreza ultrapassa os 80%. A ausência de um ambiente seguro e de recursos para organizar eventos comemorativos reflete, assim, a profunda fragilidade do Estado. A falta de celebrações não significa que o país tenha abandonado a esperança de um futuro melhor. Organizações da sociedade civil e agências internacionais continuam a trabalhar na promoção do diálogo, na reconstrução de infraestruturas básicas e na entrega de ajuda humanitária. Para o povo sudanês, o aniversário de quinze anos serve mais como um lembrete dos desafios ainda por superar do que como motivo de festa. O caminho para a consolidação da paz e para o desenvolvimento sustentável ainda é longo, mas permanece como objetivo central das lideranças e da comunidade internacional.

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Seis cidadãos moçambicanos chegaram ao país na última semana depois de terem sido submetidos a duas meses de exploração laboral na República Centro‑Africana. O regresso ocorreu mediante a intervenção das autoridades consulares de Moçambique, que conseguiram assegurar a libertação dos trabalhadores que se encontravam numa situação de vulnerabilidade extrema. Os recém‑chegados revelaram que foram recrutados por um cidadão de origem chinesa que lhes prometeu empregos estáveis e salários elevados. Ao chegar ao território centro‑africano, os migrantes foram obrigados a desempenhar tarefas forçadas em condições degradantes, sem o pagamento dos vencimentos acordados. Até ao momento, ainda permanecem retidos oito compatriotas que aguardam apoio para regressar a Moçambique. As famílias dos afetados têm denunciado a situação às autoridades e exigido medidas de proteção e acompanhamento. O Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Embaixada de Moçambique na República Centro‑Africana estão a coordenar esforços com as autoridades locais para garantir a libertação dos restantes cidadãos e prevenir novas situações de tráfico de trabalho. O caso sublinha a necessidade de reforçar a vigilância sobre os agentes de recrutamento ilícito e de sensibilizar a população sobre os riscos associados a ofertas de emprego não verificadas no estrangeiro.

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Mais de trinta cidadãos moçambicanos encontraram‑se à margem da estrada que liga Ressano Garcia, na província de Maputo, à fronteira sul com a África do Sul, vivendo ao relento desde há quase um mês. A situação de vulnerabilidade surge após episódios de violência xenófoba que se registaram em áreas próximas ao cruzamento fronteiriço, forçando as famílias a abandonar as suas casas em busca de segurança. Os deslocados, em sua maioria provenientes de localidades do interior de Maputo e de outras províncias, perderam o contacto com os seus parentes e não dispõem de recursos para regressar às suas áreas de origem. Sem acesso a alojamento, alimentação regular ou assistência médica, recorrem a tendas improvisadas e a ajudas pontuais de organizações não governamentais que atuam na zona. A falta de um plano de apoio governamental tem agravado a situação, deixando os migrantes em condição de dependência total de doações e de iniciativas solidárias. Autoridades de ambos os países foram chamadas a intervir para garantir a proteção dos cidadãos moçambicanos e a prevenir novas ocorrências de intolerância. Enquanto isso, grupos da sociedade civil apelam a uma resposta coordenada que inclua alojamento temporário, apoio psicológico e a restauração dos laços familiares. A esperança dos deslocados repousa na rapidez com que as instituições públicas e privadas poderão oferecer soluções duradouras, evitando que a crise se prolongue e que mais famílias sejam forçadas a viver à margem da lei e da dignidade humana.

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