
Seis cidadãos moçambicanos chegaram ao país na última semana depois de terem sido submetidos a duas meses de exploração laboral na República Centro‑Africana. O regresso ocorreu mediante a intervenção das autoridades consulares de Moçambique, que conseguiram assegurar a libertação dos trabalhadores que se encontravam numa situação de vulnerabilidade extrema. Os recém‑chegados revelaram que foram recrutados por um cidadão de origem chinesa que lhes prometeu empregos estáveis e salários elevados. Ao chegar ao território centro‑africano, os migrantes foram obrigados a desempenhar tarefas forçadas em condições degradantes, sem o pagamento dos vencimentos acordados. Até ao momento, ainda permanecem retidos oito compatriotas que aguardam apoio para regressar a Moçambique. As famílias dos afetados têm denunciado a situação às autoridades e exigido medidas de proteção e acompanhamento. O Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Embaixada de Moçambique na República Centro‑Africana estão a coordenar esforços com as autoridades locais para garantir a libertação dos restantes cidadãos e prevenir novas situações de tráfico de trabalho. O caso sublinha a necessidade de reforçar a vigilância sobre os agentes de recrutamento ilícito e de sensibilizar a população sobre os riscos associados a ofertas de emprego não verificadas no estrangeiro.
Fonte: da Redação e da Rfi
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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