
A novidade surge ao mesmo tempo que a empresa de IA avança com uma participação minoritária na Fenris Creations, o novo nome do estúdio por trás do histórico MMORPG. O objectivo é transformar um dos mundos virtuais mais imprevisíveis dos videojogos num campo de testes para sistemas de IA mais avançados.
Porque é que o Eve Online interessa à Google DeepMind?
Lançado há mais de duas décadas, Eve Online não é um jogo online comum. Ao contrário de muitos títulos guiados por missões lineares, aqui quase tudo gira à volta das decisões dos jogadores.
No mesmo universo coexistem comércio, mineração, espionagem, alianças entre corporações, pirataria e confrontos de grande escala. Isso cria um ambiente rico em interacções, estratégia e comportamentos difíceis de prever exactamente o tipo de cenário que pode ser valioso para treinar IA.
Para a DeepMind, este tipo de mundo persistente oferece algo que poucos ambientes simulados conseguem replicar: decisões com contexto, pressão, cooperação e conflito em larga escala.
Um laboratório perfeito para modelos de IA
Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, sublinhou que os videojogos já estiveram no centro de alguns dos maiores avanços da empresa. Foi assim com projectos como AlphaGo, AlphaStar e outros sistemas usados para testar algoritmos em ambientes complexos.
A diferença é que Eve Online leva esse desafio para outro nível. Em vez de partidas fechadas e regras mais rígidas, o jogo apresenta um universo vivo, moldado pelos próprios utilizadores.
O que torna este MMO tão especial
Economia virtual influenciada pelos jogadores
Conflitos massivos com impacto prolongado
Tomada de decisão em tempo real
Cooperação entre milhares de utilizadores
Narrativas emergentes que não são totalmente programadas
Na prática, isto significa que a IA pode ser exposta a situações mais próximas de sistemas sociais reais, ainda que dentro de um jogo.
DeepMind investe na empresa por trás do jogo
Além do uso de Eve Online como ambiente de treino, a DeepMind também adquiriu uma participação minoritária na Fenris Creations. Segundo informações avançadas pela Bloomberg, trata-se de um investimento de vários milhões de dólares.
A empresa responsável pelo jogo passa assim a operar com uma nova estrutura e com maior independência. A mudança acontece depois de o negócio ter sido afastado da esfera da sul-coreana Pearl Abyss e regressado à gestão liderada por Hilmar Veigar Pétursson.
Embora a posição da DeepMind não seja de controlo, o investimento mostra que o interesse vai além de uma simples colaboração pontual.
Os jogadores vão ser afectados?
Para já, a indicação oficial é que a investigação será feita em servidores isolados. Isso significa que os testes com IA não deverão interferir directamente com o universo principal onde a comunidade joga diariamente.
Este ponto é importante, porque Eve Online tem uma base de jogadores muito dedicada e uma economia interna sensível a qualquer alteração. Mexer no ambiente principal poderia gerar reacções negativas quase imediatas.
A utilização de servidores separados sugere uma abordagem mais cautelosa, permitindo estudar comportamento e dinâmica de jogo sem perturbar a experiência normal.
Porque é que isto importa fora do mundo dos jogos
À primeira vista, pode parecer apenas mais uma experiência de IA ligada a videojogos. Mas o impacto pode ir muito além disso.
Se a DeepMind conseguir treinar modelos em ambientes tão caóticos e estratégicos como Eve Online, isso pode ajudar a desenvolver sistemas mais capazes de lidar com negociação, coordenação, adaptação e tomada de decisão em contextos complexos.
Em termos simples, um jogo com milhares de jogadores, interesses em conflito e mercados virtuais pode funcionar como uma espécie de simulador social para a próxima geração de IA.
O que pode mudar no futuro
Para já, ainda não foram revelados todos os detalhes sobre o tipo de dados analisados ou os modelos concretos que serão treinados. Ainda assim, o plano indica uma tendência clara: as grandes tecnológicas continuam a olhar para os videojogos como ferramentas sérias de investigação.
Ao mesmo tempo, a própria Fenris Creations admite que esta colaboração poderá vir a ser usada para melhorar o jogo no futuro. Isso abre a porta a possíveis mudanças em sistemas internos, comportamento de NPCs ou novas formas de equilibrar a experiência dos jogadores.
Para já, uma coisa é certa: Google DeepMind e Eve Online formam uma combinação improvável, mas com potencial para influenciar tanto a investigação em IA como o futuro de um dos MMORPG mais icónicos do mercado.
Fonte:da Redação e da maistecnologia
Reeditado para:Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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