
A Microsoft deu mais tempo aos utilizadores de Windows 10. Sem grande alarido, a empresa alargou por mais um ano o programa de actualizações de segurança gratuitas para consumidores, empurrando o prazo até 14 de Outubro de 2027.
Windows 10 vai continuar a receber correcções críticas
O programa ESU, sigla para Extended Security Updates, tinha fim previsto para Outubro de 2026. Agora, a nova data passa para 14 de Outubro de 2027.
Na prática, isto significa que os utilizadores com equipamentos pessoais inscritos no programa continuam a receber correcções de segurança críticas durante mais um ano, mesmo depois do fim oficial do suporte ao Windows 10.
O detalhe curioso é que esta alteração não surgiu com um anúncio em destaque. A actualização apareceu numa revisão da página de suporte da própria Microsoft.
Quem já aderiu não precisa de fazer nada
Há uma boa notícia para quem já está inscrito: os dispositivos elegíveis transitam automaticamente para o novo prazo.
Ou seja, não é necessário voltar a registar o PC nem repetir o processo. A extensão aplica-se de forma automática aos equipamentos já abrangidos.
Como aderir ao programa ESU
As regras de adesão mantêm-se. Os utilizadores podem activar o programa através de uma destas opções:
sincronizar as definições do PC com uma conta Microsoft através do Windows Backup;
usar 1.000 pontos Microsoft Rewards;
pagar uma taxa única de 30 dólares.
Na Europa, o acesso gratuito é mais simples: em muitos casos basta iniciar sessão com uma conta Microsoft. Esta flexibilização surgiu depois de críticas de grupos de defesa do consumidor.
Uma única licença pode cobrir até 10 dispositivos associados à mesma conta.
Nem todos os PCs com Windows 10 são elegíveis
O programa destina-se a equipamentos de uso pessoal. PCs geridos por empresas ou organizações ficam de fora.
Isso inclui dispositivos ligados a domínios Active Directory, Microsoft Entra ou plataformas de gestão empresarial. Ainda assim, um computador pessoal com conta profissional associada pode continuar elegível, desde que não seja efectivamente gerido pela organização.
Porque é que esta decisão importa agora
A extensão chega num momento particularmente sensível. A migração para o Windows 11 já avançou bastante, mas há uma fatia significativa de utilizadores que continua no Windows 10 por falta de alternativa simples.
Muitos computadores mais antigos não conseguem instalar oficialmente o novo sistema por causa de exigências como TPM 2.0, Secure Boot ou processadores suportados.
Para esses utilizadores, a escolha tem sido pouco atractiva: continuar sem suporte ou comprar hardware novo.
Trocar de PC está mais caro
É aqui que a decisão da Microsoft ganha ainda mais peso. O custo de renovar um computador subiu e pode continuar a subir.
Um dos motivos está na pressão sobre o mercado de memória, impulsionada pela corrida à inteligência artificial. Fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron estão a concentrar mais capacidade de produção em memória de alta largura de banda para aceleradores de IA.
Esse desvio de recursos tem impacto no resto do mercado. A memória DRAM ficou mais cara e isso acaba por reflectir-se no preço final de PCs, tablets e smartphones.
Estimativas recentes apontam para aumentos entre 10% e 20% em várias categorias tecnológicas até ao final de 2026.
Milhões de utilizadores ganham mais margem
Com este prolongamento, quem não quer mudar já para o Windows 11 ganha tempo. E, para muitos, esse tempo pode ser decisivo.
Falamos de utilizadores com máquinas ainda funcionais para tarefas do dia-a-dia, mas que não cumprem os requisitos da Microsoft para a nova versão do sistema operativo.
Num cenário de preços mais altos e actualizações de hardware menos acessíveis, continuar protegido no Windows 10 durante mais um ano extra é uma folga importante.
Há alternativas fora da Microsoft
Para quem pretende esticar ainda mais a vida útil do computador, continuam a existir opções externas.
A 0patch, por exemplo, já prometeu disponibilizar micropatches não oficiais para o Windows 10 até 2030. Ao mesmo tempo, iniciativas de migração para Linux tentam captar utilizadores com PCs antigos que já não conseguem acompanhar as exigências do Windows 11.
Ainda assim, para a maioria dos consumidores, a solução mais simples continua a ser esta: ficar no Windows 10 com actualizações de segurança e adiar a decisão de compra.
O que muda para os utilizadores
o Windows 10 pode continuar protegido até 14 de Outubro de 2027;
quem já aderiu ao ESU não precisa de fazer nada;
o programa continua focado em PCs pessoais;
a medida dá mais tempo para decidir entre manter, actualizar ou trocar de computador.
Para muitos utilizadores, esta não é apenas uma pequena alteração de calendário. É um alívio real numa fase em que actualizar para o Windows 11 nem sempre é possível — e comprar um PC novo está longe de ser barato.
Fonte:da Redação e da maistecnologia
Reeditado para:Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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