
Segundo o jornal "Novaya Gazeta", ativistas dos direitos da comunidade LGBT afirmam que num dos locais, um antigo quartel militar, algumas dezenas de pessoas acusadas de serem homossexuais foram detidas, espancadas e torturadas com correntes elétricas.
As informações sobre o alegado campo de concentração chegam através de detidos que conseguiram escapar.
Vários grupo de Direitos Humanos confirmam que cerca de cem homens foram presos na última semana, naquele estado conservador, sob a acusação de ser homossexuais. Pelo menos três terão morrido.
"Há várias semanas que decorre uma campanha brutal contra a comunidade LGBT na Chechénia. Por estes dias, poucas pessoas se atrevem a falar a ativistas dos direitos humanos ou a jornalistas, mesmo sob anonimato, devido ao clima de medo. As pessoas LGBT estão em perigo não apenas pela perseguição das autoridades, mas também por poderem ser vítimas de "mortes de honra" pelos seus próprios familiares", revela ao "Daily Mail" Tanya Lokshina, da Humans Rights Watch, na Rússia.
EUA, Reino Unido e Alemanha já pediram investigações independentes ao que está a acontecer na Rússia, mas o Kremlin afirmou que esse não era um trabalho do Governo russo.
"Não se pode prender ou reprimir pessoas que não existem em público. Se essas pessoas existissem na Chechénia, as forças da lei não teriam de se preocupar com elas, porque os seus familiares se encarregariam de os enviar para um sítio de onde não pudessem voltar", disse um porta-voz do presidente checheno, Ramzan Kadyrov, citado pela jornal britânico "The Independent".
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