Federação de sindicatos da África do Sul pede demissão do Presidente Zuma

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"É tempo de Zuma sair", disse o secretário-geral da federação Cosatu, Bheki Ntshalintshali, dando voz a várias críticas que estão a ser feitas ao Presidente, que no fim de semana anunciou a demissão do ministro das Finanças Pravin Gordhan, visto como um dos mais respeitados membros do executivo.
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Na segunda-feira, a agência de notação financeira Standard & Poor's desceu a avaliação que faz da qualidade do crédito soberano do país para 'lixo', uma decisão que o Presidente garante ter sido tomada na sexta-feira, ainda antes da demissão do ministro das Finanças.
A Standard & Poor's desceu na segunda-feira o 'rating' da África do Sul para baixo do nível de investimento, ou 'lixo', fazendo cair de imediato o valor da moeda nacional, o rand.
A degradação da avaliação da qualidade do crédito soberano surge dois dias depois da demissão do ministro das Finanças e é explicada pela agência de 'rating' pela incerteza política e institucional que resulta da remodelação governamental.
"Na nossa opinião, as mudanças executivas iniciadas pelo Presidente Zuma puseram o crescimento económico e as metas orçamentais", escreveram os analistas deste agência de notação financeira, a primeira a descer o 'rating' da África do Sul para 'junk' ou 'lixo'.
A S&P salientou também que a degradação do 'rating' reflete as divisões no próprio Governo, incluindo a saída do respeitado ministro das Finanças, encarado como um feroz combatente da corrupção e do enriquecimento ilícito.
Para além da descida da avaliação do crédito, a S&P reviu também em baixa a Perspetiva de Evolução da Economia, antecipando, assim, uma nova descida do 'rating' nos próximos 12 a 18 meses: "Isto reflete a nossa perspetiva de que os riscos políticos vão permanecer elevados este ano e que as mudanças de políticas são prováveis, o que pode pôr em perigo os resultados de crescimento económico e orçamental para além do que atualmente estimamos", escreveram os analistas, citados pela agência noticiosa AP.
A descida do 'rating' era já esperada pelos economistas, que apontavam os 0,5% de crescimento económico em 2016 e a taxa de desemprego nos 27% como motivos plausíveis para a descida do 'rating'.
A Fitch coloca a avaliação do crédito da África um ponto acima do 'lixo' e a Moody's considera que o 'rating' do país está dois níveis de 'junk'.
O novo ministro das Finanças da África do Sul disse no domingo que está "ciente do clima de forte desacordo e de suspeições mútuas" e prometeu "transformar radicalmente" a economia para ajudar as pessoas marginalizadas.


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