EUA atacam Bushehr e parlamento iraniano avança com lei para controlar Estreito de Ormuz

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Na manhã de terça‑feira, quatro alvos situados na cidade costeira de Bushehr, onde se encontra a única usina nuclear do Irão, foram atingidos por projéteis lançados pelos Estados Unidos. O ataque, que ocorreu simultaneamente ao início de um debate legislativo no parlamento iraniano, eleva a tensão já existente entre Washington e Teerão. O governo americano não divulgou imediatamente o número exato de mísseis disparados nem os tipos de armamento utilizados, mas fontes militares confirmaram que os projéteis foram lançados a partir de navios de guerra estacionados no Golfo Pérsico. Autoridades iranianas descreveram o incidente como uma violação do direito internacional e anunciaram que irão investigar as consequências para a central nuclear, que tem sido alvo de sanções e críticas ao longo dos últimos anos. Paralelamente, o Majlis (parlamento) do Irão apresentou formalmente um projecto de lei que pretende consolidar o controlo permanente de Teerão sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável por cerca de um terço do tráfego de petróleo global. O texto legislativo, ainda em fase de discussão, estabelece a criação de uma força de segurança específica para a vigilância do estreito e prevê sanções rigorosas contra quaisquer intervenções estrangeiras que ameacem a soberania iraniana na região. A coincidência temporal entre o ataque norte‑americano e a proposta de lei iraniana sublinha a escalada de rivalidades geopolíticas no Golfo. Enquanto Washington justifica a ação como parte de uma campanha para impedir a proliferação nuclear e conter a influência iraniana, Teerão vê no controlo do Estreito de Ormuz um pilar essencial da sua política de segurança e de afirmação de poder regional. Observadores internacionais alertam para o risco de uma nova espiral de confrontos que poderia afetar não só a estabilidade do Oriente Médio, mas também os mercados energéticos globais.

Fonte: da Redação e da Euronews
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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