
"Esta visita só será frutífera e efetiva quando os Estados Unidos devolverem Guantánamo ao povo cubano e quando acabarem com o bloqueio econômico contra o povo cubano", sustentou o presidente boliviano durante uma entrevista coletiva em La Paz.
Morales, aliado dos líderes cubanos Raúl e Fidel Castro, disse que acabar com o bloqueio econômico significará terminar com o "último resíduo da 'Guerra Fria' e devolver Guantánamo será acabar com o colonialismo na América Latina e no Caribe".
"Esperamos que esta visita do presidente dos Estados Unidos (à Havana) não seja parte de um show político para alguns interesses de hegemonia na América Latina", acrescentou.
O presidente boliviano afirmou que a visita de Obama não deveria ser só à Cuba, mas também à Venezuela.
Ele reiterou seu pedido para que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) convoque uma reunião para analisar de "emergência" a situação política do Brasil, mas também a da Venezuela, porque o organismo tem "a obrigação de defender a democracia" e cobrar respeito às autoridades escolhidas nas urnas.
Nesta visita, Obama e o presidente cubano, Raúl Castro, se reúnem pela primeira vez em Havana e pela terceira vez desde o anúncio do degelo entre os dois países, após se encontrarem na Cúpula das Américas do Panamá, em abril de 2015, e na Assembleia Geral da ONU em Nova York, em setembro.
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