"A situação vai piorar": segunda capital mais fria do mundo enfrenta calor recorde - Euronews.com

Asia Setentrional e Central
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Ulaanbaatar, a capital da Mongólia, reconhecida como a segunda cidade mais fria do planeta, está a enfrentar um fenómeno climático sem precedentes: temperaturas recordes de calor que ultrapassam os 30 °C, níveis nunca antes registados durante o verão. Segundo os serviços meteorológicos locais, o pico de calor, registado na última semana, representa um salto de mais de 15 °C em relação à média histórica da mesma época. Este aumento abrupto tem consequências directas na economia mongol, sobretudo nos sectores da mineração e do transporte. A Mongólia, rica em cobre, carvão e ouro, depende fortemente da exportação destes recursos para a China, Rússia e para mercados da Ásia Central. As estradas que atravessam o deserto de Gobi e os corredores ferroviários que ligam o país ao porto de Manzhouli já apresentam sinais de deterioração devido ao calor extremo, o que pode elevar os custos logísticos e atrasar as entregas. Além disso, o aumento da temperatura põe em risco a já escassa disponibilidade de água na capital, onde a maioria da população depende de fontes subterrâneas vulneráveis ao recuo dos níveis de água. A escassez hídrica pode intensificar a pressão sobre a produção agrícola nas regiões meridionais, reduzindo a oferta de alimentos e encarecendo os preços internos, o que tem implicações directas na estabilidade social. Do ponto de vista geopolítico, o fenómeno pode reforçar a necessidade de cooperação regional no âmbito da Iniciativa do Cinturão e Rota da China (BRI) e dos acordos de energia da Comunidade dos Estados da Ásia Central (CAEC). A modernização das infraestruturas de transporte e a implementação de sistemas de gestão de recursos hídricos exigem investimentos conjuntos que podem ser canalizados através de fundos multilaterais ou parcerias público‑privadas. A situação também levanta questões sobre a resiliência das políticas climáticas mongóis e a sua capacidade de adaptar-se a eventos climáticos extremos, um tema que tem ganhado destaque nos fóruns internacionais sobre mudança climática. Em suma, o calor recorde em Ulaanbaatar não é apenas um fenómeno meteorológico isolado, mas um alerta sobre a vulnerabilidade das rotas comerciais, dos recursos naturais e da estabilidade socioeconómica da região. A monitorização contínua e a cooperação transfronteiriça serão cruciais para mitigar os impactos e garantir a continuidade do fluxo de mercadorias que sustenta a economia mongol e dos seus parceiros. Convidamo‑lo a deixar o seu comentário sobre este assunto e a registar‑se no Portal STOP para receber mais análises aprofundadas sobre a geopolítica e a economia da Ásia Central e Setentrional.

Fonte: da Redação e Agências de Negocios
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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