Palácio real do século VIII que lança luz sobre cultura da Ásia Central é descoberto no Uzbequistão - Tribuna do Sertão

Asia Setentrional e Central
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Uma equipa de arqueólogos moçambicanos e uzbeques anunciou, na última semana, a descoberta de um palácio real datado do século VIII nas proximidades da antiga cidade de Khiva, no Uzbequistão. O sítio, que se estende por cerca de 5.000 metros quadrados, revela uma arquitetura de pedra e tijolo que combina elementos persas e nômades, indicando a presença de uma corte que controlava rotas comerciais estratégicas da Rota da Seda. A descoberta tem implicações relevantes para a compreensão da história cultural da Ásia Central, sobretudo no que respeita à integração de povos sedentários e nómadas que, ao longo dos séculos, moldaram a dinâmica económica da região. O palácio parece ter servido como centro administrativo e cerimonial, facilitando a recolha de tributos e a organização de caravanas que transportavam seda, especiarias, metais e pedras preciosas entre o Oriente Médio e a China. Essa interacção comercial foi um dos pilares do desenvolvimento económico dos estados centro‑asiáticos, contribuindo para a acumulação de riqueza que ainda hoje sustenta projetos de infra‑estruturas, como as novas linhas ferroviárias que ligam o Cazaquistão ao Uzbequistão. Do ponto de vista geopolítico, a revelação reforça a importância da cooperação transfronteiriça em matéria de património cultural. O governo uzbeque já sinalizou a intenção de solicitar a inscrição do sítio na lista do Património Mundial da UNESCO, passo que poderá atrair investimentos internacionais e potenciar o turismo cultural. Países vizinhos – Cazaquistão, Quirguistão e Turcomenistão – manifestaram apoio ao projecto, reconhecendo que a preservação conjunta de sítios históricos pode servir de alavanca para a estabilidade regional e para a diversificação das economias, tradicionalmente dependentes da extração de recursos naturais como o gás e o petróleo. Além do valor histórico, o palácio oferece oportunidades de estudo para especialistas em arqueologia, arquitetura e história económica, permitindo reavaliar as teorias sobre a organização dos impérios da Ásia Central no período pré‑islâmico. A descoberta também pode inspirar programas de formação e intercâmbio académico entre universidades de Moçambique, Portugal e da própria Ásia Central, reforçando laços de conhecimento e investigação. Em síntese, o palácio do século VIII não só ilumina aspectos ainda obscuros da cultura e da economia da Ásia Central, como também abre caminhos para a cooperação internacional, a valorização do património e o desenvolvimento sustentável da região. Convidamos o leitor a deixar o seu comentário sobre esta descoberta e a registar‑se no Portal STOP para acompanhar mais notícias de interesse geopolítico e socioeconómico.

Fonte: da Redação e Agências de Negocios
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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