Ásia Central reforça setor elétrico e enfrenta teste de investimento - Euronews

Asia Setentrional e Central
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Ásia Central reforça o seu sector elétrico e enfrenta um teste de investimento Nos últimos meses, os países da Ásia Central – Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tajiquistão e Turcoménia – têm acelerado a modernização das infra‑estruturas de energia elétrica. O objetivo principal é reduzir a dependência de redes obsoletas, melhorar a fiabilidade do fornecimento e criar condições para a exportação de energia para mercados vizinhos, nomeadamente a China, a Rússia e a União Europeia. A estratégia regional está ancorada no Plano de Integração Energética da Ásia Central, que prevê a construção de linhas de transmissão de alta tensão transfronteiriças e a interligação de centrais termoelétricas a fontes renováveis, sobretudo solar e eólica, nas zonas desérticas do Cazaquistão e nas planícies do Uzbequistão. Em 2024, o Cazaquistão lançou o projecto "Nur-Sultan 2", um complexo de geração híbrida que combina gás natural com energia solar, com investimento estimado em 4,5 mil milhões de dólares. A iniciativa tem atraído o interesse de investidores internacionais, mas também coloca à prova a capacidade dos governos de criar um ambiente regulatório estável. O Fundo de Desenvolvimento da Ásia Central, apoiado pela China e pelo Banco Mundial, disponibilizou 1,2 mil milhões de dólares em linhas de crédito, condicionadas à implementação de reformas no sector elétrico, como a liberalização das tarifas e a criação de um mercado de energia competitivo. Além do financiamento externo, os acordos regionais têm sido cruciais. O Conselho de Cooperação da Ásia Central (CCAC) assinou, no início deste ano, um tratado de interconexão de redes elétricas que permite a troca de energia em tempo real entre os cinco Estados membros. Este tratado abre caminho para que o excedente de energia renovável do Cazaquistão seja exportado para o Uzbequistão durante os períodos de alta produção, e vice‑versa, garantindo um equilíbrio de oferta e demanda. No entanto, o sector ainda enfrenta desafios significativos. A dependência de combustíveis fósseis, sobretudo gás natural, continua elevada, e a necessidade de diversificar a matriz energética é premente para cumprir os compromissos climáticos internacionais. A instabilidade política em algumas áreas, bem como a falta de mão‑de‑obra qualificada, podem atrasar a conclusão de projectos críticos. Em suma, a revitalização do sector elétrico da Ásia Central representa uma oportunidade estratégica para reforçar as rotas comerciais de energia, atrair investimento estrangeiro e consolidar a posição da região como um corredor energético entre o Oriente Médio, a Ásia e a Europa. O sucesso dependerá da capacidade dos governos de implementar reformas estruturais e de garantir a segurança jurídica necessária aos investidores. Convidamos os nossos leitores a deixar o seu comentário sobre este tema e a registar‑se no Portal STOP para receber as últimas análises e notícias de interesse global.

Fonte: da Redação e Agências de Negocios
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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