Ferrovia China-Europa se torna peça-chave da logística multimodal, diz CEO da Duisport - XINHUA Português

Asia Oriental
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A ferrovia China‑Europa, que liga os principais centros industriais de Pequim ao porto de Duisburg, na Alemanha, está a consolidar‑se como um pilar da logística multimodal, segundo o CEO da Duisport, a autoridade portuária que gere o maior terminal interior da Europa. O executivo destacou que o corredor ferroviário tem vindo a ganhar importância graças à sua capacidade de reduzir significativamente os tempos de trânsito – de cerca de 30 a 40 dias por via marítima para aproximadamente 15 a 18 dias por ferrovia – ao mesmo tempo que oferece uma alternativa menos vulnerável a interrupções nas rotas marítimas, como as provocadas por congestionamentos portuários ou crises geopolíticas. A expansão do serviço está a ser impulsionada por investimentos maciços no âmbito da iniciativa Belt and Road, que visa melhorar a conectividade entre a Ásia e a Europa. Nos últimos dois anos, o número de comboios que circulam entre a China e a Alemanha aumentou em cerca de 70 %, refletindo a procura crescente de empresas europeias e asiáticas por soluções logísticas mais rápidas e sustentáveis. A redução das emissões de CO₂ – até 85 % menos que o transporte marítimo – reforça ainda mais a atratividade do corredor ferroviário num cenário global cada vez mais focado na descarbonização da cadeia de abastecimento. Para a região da Ásia Oriental, a consolidação da ferrovia China‑Europa representa uma oportunidade de diversificar os mercados de exportação, especialmente para setores como a tecnologia, maquinaria pesada e bens de consumo de alto valor. Ao mesmo tempo, a Alemanha e outros países da União Europeia beneficiam de um fluxo mais estável de matérias‑primas e produtos acabados, o que pode mitigar os efeitos de eventuais disrupções nas rotas marítimas do Canal de Suez ou do Pacífico. No âmbito económico, a maior utilização da via férrea pode gerar efeitos multiplicadores nas infraestruturas de apoio, como terminais intermodais, centros de distribuição e serviços de armazenagem ao longo do percurso. Cidades como Duisburg, que já se destaca como um hub logístico europeu, poderão ver um aumento da criação de empregos qualificados e da atração de investimentos estrangeiros diretos, fortalecendo a sua posição como porta de entrada para mercadorias provenientes da Ásia. A ferrovia China‑Europa, ao integrar‑se de forma eficaz ao sistema multimodal, está a redefinir o panorama do comércio internacional, oferecendo rapidez, fiabilidade e sustentabilidade. Este desenvolvimento tem implicações de longo prazo tanto para a competitividade das empresas da Ásia Oriental como para a resiliência das cadeias de abastecimento globais. A Ásia Oriental dita o ritmo da inovação global. Qual é a sua perspetiva sobre este avanço? Deixe o seu comentário abaixo e registe‑se no Portal STOP para acompanhar o panorama internacional!

Fonte: da Redação e Agências de Negocios
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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