A Coreia do Sul anunciou a implementação de um regime de negociação do won em regime de 24 horas por dia, marcando uma ruptura decisiva com o que tem sido descrito como o “trauma cambial” que limitava a flexibilidade do mercado de divisas do país. A medida, oficializada pelo Banco da Coreia e aprovada pela Bolsa de Valores de Seul, permite que as transações em won ocorram continuamente, alinhando‑se ao modelo já adotado por outras grandes potências económicas da região, como China, Japão e Taiwan. Esta mudança tem implicações imediatas para a liquidez do won. Ao eliminar as janelas de negociação restritas, os participantes do mercado – desde bancos centrais a fundos de hedge e investidores institucionais – poderão ajustar as suas posições com maior rapidez e precisão, reduzindo a volatilidade associada a períodos de fechamento. A expectativa é que o spread entre compra e venda do won diminua, tornando a moeda mais atrativa para operações de carry trade e para a cobertura de risco nas cadeias de abastecimento que dependem de componentes sul‑coreanos. Do ponto de vista regional, a iniciativa reforça a integração dos mercados financeiros da Ásia Oriental. A Coreia do Sul, já reconhecida como um hub de alta tecnologia e produção avançada, passa a oferecer um ambiente cambial compatível com as exigências de investidores globais que operam em fusos horários diferentes. Isto pode intensificar a concorrência com a bolsa de Hong Kong e a Bolsa de Tóquio, que também têm avançado na modernização dos seus sistemas de negociação. A nível mundial, a extensão da negociação do won a 24 horas pode influenciar os fluxos de capital emergentes, sobretudo em momentos de incerteza macroeconómica. Ao proporcionar um mecanismo de ajuste mais ágil, a Coreia do Sul reduz o risco de choques cambiais abruptos que, no passado, geraram pressões sobre as exportações e sobre a balança de pagamentos. Analistas preveem que a medida poderá contribuir para uma maior estabilidade do mercado de câmbio asiático, beneficiando não só as empresas sul‑coreanas, mas também os parceiros comerciais da região, incluindo a União Europeia e os Estados Unidos. A adoção do comércio contínuo do won simboliza, assim, um passo decisivo rumo à modernização financeira da Coreia do Sul, com repercussões que ultrapassam as fronteiras nacionais e reforçam o papel da Ásia Oriental como motor da inovação global. A Ásia Oriental dita o ritmo da inovação global. Qual é a sua perspetiva sobre este avanço? Deixe o seu comentário abaixo e registe‑se no Portal STOP para acompanhar o panorama internacional!
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