RD Congo regressa ao Mundial após 52 anos: pioneirismo, pobreza e sonho

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A República Democrática do Congo está de volta a um Mundial após 52 anos, para a que será a sua segunda participação. A última vez que os leopardos marcaram presença numa competição mundial foi em 1974, quando caíram na fase de grupos. Passado pouco mais de meio século, o país não se transformou fora das quatro linhas e continua a viver na pobreza.

Situado na África Central, o segundo maior país em extensão territorial do continente é, também, o nono país mais pobre do mundo. Nos relvados, chegam ao Mundial com nomes que decidiram honrar as suas histórias e quebraram uma tradição. O pioneiro Zaire Para entender a dimensão do feito da RD Congo, é necessário recuar no tempo. Se se aventurar a olhar para a qualificação africana e para a Taça das Nações Africanas de 1974, verá que o Zaire terminou em segundo lugar no Grupo B e passou por Egito e Zâmbia até conquistar o título. Acontece que, nessa altura, o RD Congo atendia pelo nome de Zaire, e a Taça das Nações Africanas dava a única vaga do continente no Mundial. Com a conquista inédita, o Zaire tornou-se o primeiro país da África Subsariana a disputar um Mundial, abrindo caminho para nações como África do Sul, Camarões e Costa do Marfim. @GETTY IMAGESA participação no Mundial ficou marcada por algumas simbologias. O momento mais memorável aconteceu na derrota por 3-0 frente ao Brasil, quando Ilunga Mwepu saiu da barreira na cobrança de um livre e antecipou-se a Rivellino. Apesar da interpretação de desconhecimento da regra, o próprio atleta afirmou tratar-se de um protesto. O contexto político pesou muito para o Zaire naquele tempo. Alguns relatos indicam que os prémios não foram distribuídos pelo plantel e pela equipa técnica e que a pressão do regime instituído na época, após a goleada sofrida frente à Jugoslávia - um expressivo 9-0 -, pesou no balneário para a continuidade no torneio. Mesmo com as questões fora de campo e a dificuldade dentro das quatro linhas, a participação do Zaire naquela Copa do Mundo mostrou pioneirismo para as seleções africanas. Afinal, quatro anos depois, uma nação africana venceu o primeiro jogo no torneio (quando a Tunísia superou o México por 3-1). E, a partir daí, os africanos passaram a marcar presença com cada vez mais frequência no Mundial. Para os livros de história Apesar da história honrosa dentro das quatro linhas, o Zaire não se transformou, fora delas, desde então. O país é o nono com menor PIB per capita do planeta, de acordo com o FMI, com 79 milhões de habitantes. É uma nação marcada pela pobreza, que está na 171.ª posição entre 187 países no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Dentro de campo, pelo menos, a seleção dá orgulho ao seu povo. O RD Congo terminou na segunda posição do Grupo B da qualificação africana, com 22 pontos, atrás de Senegal (24), e teve o playoff como caminho para regressar ao Mundial. Os leopardos passaram por Camarões no primeiro jogo e superaram a Nigéria nos penáltis para, então, avançarem para o playoff intercontinental @Getty ImagesO último obstáculo pelo sonho de regressar ao Mundial parecia mais simples: a Jamaica. Mas o confronto foi repleto de emoções. Num jogo de muita disputa por espaço e pouca inspiração, o RD Congo tomou a iniciativa e marcou duas vezes no tempo regulamentar, mas ambos os golos foram anulados. Foi só no prolongamento, com o golo salvador de Tuanzebe, que os congoleses fizeram história. Com isso, a República Democrática do Congo qualificou-se para a Mundial de 2026, nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Estarão no Grupo K, ao lado de Portugal, Uzbequistão e Colômbia, em busca do sonho inédito de avançar à fase a eliminar. Velhos conhecidos como «reforços» O passado colonial tornou natural o movimento de atletas nascidos na África a representar seleções do continente europeu. A RDC fez o caminho inverso para reforçar o seu plantel em busca da presença no Mundial, sobretudo ao convocar atletas nascidos em França, mas com ascendência congolesa. Bakambu, Masuaku e Mbemba foram, durante algum tempo, os nomes mais destacados dos leopardos, mas alguns reforços chegaram recentemente. É o caso do defesa Tuanzebe, do lateral Wan-Bissaka e do extremo Theo Bongonda. O defesa, inclusive, marcou o golo que recolocou o RD Congo numa Copa do Mundo após 52 anos. Um sonho realizado para toda uma nação gigante e sofrida.

 

Fonte:da Redação e da zerozero
Reeditado para:Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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