Moçambique: Graça Machel apela a posição da SADC sobre xenofobia na África do Sul

Meridional ( Austral )
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Graça Machel, ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida activista pelos direitos humanos, dirigiu‑se à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) pedindo que a organização rompa o silêncio perante a onda de ataques xenófobos que tem atingido cidadãos estrangeiros na África do Sul. Em declarações públicas, a figura emblemática sublinhou que a SADC, criada para promover a paz, a segurança e o desenvolvimento económico na região, tem falhado em cumprir os seus princípios fundadores ao não condenar nem intervir de forma eficaz contra a violência dirigida a migrantes. Os episódios de xenofobia na África do Sul, que se intensificaram nos últimos anos, têm provocado mortes, destruição de propriedades e deslocamento forçado de milhares de pessoas provenientes de países vizinhos, entre eles Moçambique, Zimbabué, Malawi e a República Democrática do Congo. Organizações da sociedade civil denunciam que a retórica anti‑imigrante, alimentada por crises económicas e desemprego, tem sido usada como justificativa para atos de agressão contra comunidades estrangeiras, gerando um clima de insegurança que ultrapassa as fronteiras nacionais. Ao apelar à SADC, Graça Machel recordou que a cooperação regional deveria incluir mecanismos claros de proteção dos direitos humanos e de resposta rápida a crises transfronteiriças. Segundo a activista, a falta de uma posição firme da SADC compromete a credibilidade do bloco e coloca em risco os esforços de integração económica e social que vêm sendo desenvolvidos ao longo das últimas décadas. Ela sugeriu, ainda, a criação de uma força de monitorização conjunta, a implementação de campanhas de sensibilização sobre a importância da migração para o desenvolvimento e a adoção de sanções aos Estados que permitam ou não combatam a xenofobia. A SADC ainda não respondeu oficialmente ao pedido de Machel, mas o chamado reforça o debate sobre a necessidade de reforçar os instrumentos de governança regional. Enquanto isso, organizações moçambicanas e internacionais continuam a prestar apoio jurídico e humanitário às vítimas, ao mesmo tempo que pressionam os governos a adotar políticas que garantam a segurança e a dignidade de todos os residentes, independentemente da sua origem. Em conclusão, o apelo de Graça Machel representa um alerta para que a SADC reafirme o seu compromisso com os valores de solidariedade e respeito pelos direitos humanos, essenciais para a estabilidade e prosperidade da África Austral. A resposta do bloco será decisiva para conter a escalada da violência xenófoba e para preservar a coesão regional que tanto tem sido alicerçada nos princípios de cooperação e paz.

Fonte: da Redação e da Rfi
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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