Argélia: Incêndio mortifero fez onze mortos, incluindo crianças

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Um incêndio devastador eclodiu nas primeiras horas da manhã de quinta‑feira num orfanato situado nos subúrbios da capital argelina, Argel, deixando ao menos onze vítimas fatais, entre elas várias crianças. O trágico incidente ocorreu num contexto de extrema temperatura, com o país a enfrentar uma onda de calor que, segundo as autoridades, provocou cerca de mil focos de incêndio ao longo de apenas uma semana. As primeiras alarmes foram acionadas por vizinhos que ouviram o crepitar das chamas e viram a fumaça densa a subir do edifício. Equipas de bombeiros chegaram rapidamente ao local, mas a intensidade do fogo, alimentada por materiais inflamáveis presentes nas instalações, dificultou as operações de contenção. Testemunhas relataram que o edifício, construído em parte com madeira e sem sistemas adequados de prevenção de incêndios, entrou em colapso antes que todos os residentes pudessem ser evacuados. O número de mortos foi confirmado pelas autoridades de saúde, que ainda não divulgaram a identidade das vítimas, mas confirmaram que crianças estavam entre os falecidos. A tragédia ocorre num momento em que a Argélia vive um dos verões mais quentes da sua história recente. O Serviço Nacional de Meteorologia registrou temperaturas que ultrapassaram os 40 °C em várias regiões, intensificando o risco de incêndios florestais e urbanos. Até ao momento, as autoridades declararam cerca de mil focos de incêndio em todo o país, desde áreas rurais até zonas densamente povoadas, exigindo a mobilização de milhares de bombeiros e a implementação de medidas de emergência, como a criação de abrigos temporários para os deslocados. O governo argelino prometeu investigar as causas do incêndio no orfanato, destacando a necessidade de reforçar as normas de segurança em edifícios públicos e de melhorar a resposta dos serviços de emergência. Organizações não governamentais e entidades humanitárias já se mobilizaram para prestar apoio às famílias das vítimas e para oferecer assistência psicológica às crianças sobreviventes. Enquanto as autoridades trabalham para conter os múltiplos focos de incêndio, a população é chamada a adotar medidas de precaução, como evitar o uso de fogões a lenha ao ar livre e manter áreas ao redor das casas livres de vegetação seca. Esta tragédia sublinha a vulnerabilidade das infra‑estruturas sociais perante fenómenos climáticos extremos e reforça a urgência de políticas públicas que integrem a gestão de riscos climáticos com a proteção de grupos vulneráveis, como crianças em instituições de acolhimento. O país deverá ainda avaliar a capacidade dos seus sistemas de alerta e resposta, de modo a prevenir que incidentes semelhantes voltem a ocorrer.

Fonte: da Redação e da Rfi
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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