Moçambique: Graça Machel apela a posição da SADC sobre xenofobia na África do Sul

Oriental
Typography
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times
AplicLoja Windows 11 Pro
A ex‑ministra da Educação de Moçambique e reconhecida ativista dos direitos humanos, Graça Machel, dirigiu um apelo à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para que a organização rompa o silêncio diante do aumento dos ataques xenófobos que têm sido registrados na África do Sul contra migrantes provenientes de países da região. Em comunicado divulgado recentemente, Machel acusou a SADC de ter‑se afastado dos seus princípios fundadores – a promoção da paz, da segurança e da integração regional – ao não emitir uma posição clara e coordenada sobre o fenómeno. Nos últimos meses, a África do Sul tem vivido uma série de incidentes violentos dirigidos a estrangeiros, sobretudo de países vizinhos como Moçambique, Zimbabué e Lesoto. As hostilidades, alimentadas por narrativas que culpam os migrantes por escassez de empregos e serviços públicos, culminaram em saques, agressões físicas e, em alguns casos, mortes. Organizações da sociedade civil têm denunciado a impunidade e a falta de respostas efetivas das autoridades sul‑africanas, enquanto os governos dos países de origem exigem proteção para os seus cidadãos. Ao chamar a SADC para intervir, Graça Machel sublinhou que a comunidade regional tem mecanismos institucionais – como o Conselho de Segurança da SADC e a Comissão de Direitos Humanos – que podem ser ativados para investigar e condenar práticas discriminatórias. Ela também sugeriu a criação de um plano de ação conjunto que inclua monitoramento de incidentes, apoio jurídico aos vítimas e campanhas de sensibilização que combatam estereótipos xenófobos. Segundo Machel, a omissão da SADC pode minar a confiança dos Estados membros na própria organização e enfraquecer os esforços de integração económica e social que têm sido pilares da cooperação sul‑africana. A ex‑ministra destacou ainda que a situação tem repercussões diretas em Moçambique, onde milhares de cidadãos trabalham na África do Sul, enviando remessas que sustentam muitas famílias. Qualquer escalada da violência pode gerar um êxodo forçado, impactando a economia doméstica e aumentando a vulnerabilidade de comunidades já fragilizadas. Por isso, a posição da SADC não é apenas uma questão de princípios, mas também de estabilidade económica e social para a região. Em conclusão, Graça Machel conclamou os líderes da SADC a reverem as suas prioridades e a adotarem medidas concretas contra a xenofobia, reforçando o compromisso de proteger os direitos humanos de todos os cidadãos, independentemente da sua nacionalidade. O apelo visa não só proteger os migrantes, mas também preservar a coesão e a solidariedade que devem caracterizar a integração sul‑africana.

Fonte: da Redação e da Rfi
Reeditado para: Noticias do Stop 2026
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
Material Informático - www.aplicloja.com
Receba diariamente no Grupo STOPMZNWS poderá ler QRCOD
Link do Grupo WhatsApp - https://chat.whatsapp.com/JUiYE4NxtOz6QUmPDBcBCF
Qual Duvida pode enviar +258 827606348 ou E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.bdbce639a4
AplicLoja Microsoft Office 2022 Pro Plus