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Qua., Dez.
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    1) Nossa luta não é contra a carne e sangue
    Ef 6:12 “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.”

    2) O inimigo de Deus é nosso inimigo
    Gn 3:1 “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR DEUS tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” sagaz = astuto = enganador.

    O que alguém ganha enganando o outro? Isto é egoísmo, se preocupar com seus próprios interesses; minha luta não é contra minha esposa, contra meu marido, contra meu filho, contra meu pai, contra meu patrão; minha luta é espiritual, contra os dominadores deste mundo tenebroso! Forças espirituais do mal! Assim como a serpente foi usada pelo diabo, aquele que não tem revelação do amor de Deus também é. Deus criou o homem, criou a mulher, criou a serpente e a fez sagaz, enganadora. Eu te pergunto: tu nunca enganaste ninguém? Pois é, Deus também colocou astúcia em nós, portanto estamos sujeitos a influência do diabo, assim como a serpente; precisamos nos arrepender constantemente, pois é tão fácil nos acharmos melhores do que os outros! Mt 7:3 “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu?” É fácil apontar, difícil é reconhecer o próprio pecado!

    3) A luta é constante, não cessa, pois o inimigo anda a nossa volta
    1ª Pe5:8 “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” O que eu fiz para ser provado? Eu te pergunto: o que Adão e Eva fizeram para serem provados? Deus nos fez semelhantes a Ele, nos dá a oportunidade de escolher entre a vida e a morte; comer da árvore da vida é buscar a Deus. Comer da árvore do conhecimento do bem e do mal é a morte! Qual é a minha escolha? Quem está me ensinando a viver? De quem eu dependo? A quem eu busco quando estou desesperado? A quem eu busco quando estou com dúvida? O diabo estragou a primeira família, mas ele não fez isso sem o consentimento de Adão e Eva.

    4) Somos guerreiros de Deus
    1 Cr12:22 “Porque, naquele tempo, dia após dia, vinham a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como exército de Deus.” O exército de Deus não é um exército de um homem só! Davi tinha o coração em Deus e Deus, através da fé de Davi, do coração que Davi tinha em buscar ao SENHOR, formou um grande exército. Onde está o teu coração? Está em Deus ou está em outra pessoa? Consegues ver Deus, através da tua vida formando outros guerreiros?

    5) Temos armas para a guerra
    Ef 6:11;13-17 “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”

    a) vestir a verdade como um cinturão (a palavra é minha cinta);
    b) a justiça é meu colete (justiça de Deus, não o que eu acho que é justo);
    c) o evangelho da paz é o meu calçado (Jesus é a resposta, Deus sabe o que é melhor pra nós);
    d) a fé é meu escudo, minha proteção contra os ataques do inimigo;
    e) a salvação é meu capacete, me arrependi de uma vida sem Deus, fui transformado em uma nova pessoa, nenhuma acusação pode penetrar em minha mente;
    f) a Palavra de Deus é a minha arma; a espada é uma arma de ataque, com ela vou atacar o inimigo!
    6) A vitória é certa
    Dt 20:4 “pois o SENHOR, vosso Deus, é quem vai convosco a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar.”

    Dt 10:17 “Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno;”

    Textos de Batalha Espiritual que devo memorizar!
    1 Pe 5:8 ”Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar”

    Ef 6:13-17 “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.”

    Rm 12:1-2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

    Fp 4:13 “tudo posso naquele que me fortalece.”

    Mt 19:26 “Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível.”

    Jo 14:12-15 “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”

    Ef 6:12 “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.”

    Sl 34:18 “Perto está o SENHOR dos que tem o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.”

    Sl 27:14 “Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR.”

    Jo 16:33 “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

    Lc 10:19 “Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano.”

    Mc 16:17 “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios…”

    2 Co 10:5 “e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo”

    Tg 1:5 “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.”

    Por Mauro Fraga
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    1. Onde Jesus morava quando criança e quando adulto? E com quem?
    Nasceu em Belém (Mt 2:1) e morou quando criança com os pais no Egito (Mt 2:13-15). Depois foi para Nazaré (Mt 2:19-23; Lc4:16). Quando adulto morou em Cafarnaum (Mt 4:13; Mc 2:1).

    2. Quem sustentava Jesus quando adulto?
    As mulheres convertidas que o serviam com seus bens (Lc 8:1-3).

    3. Como, onde e com quem Jesus se alimentava?
    Geralmente com os discípulos e com quem o convidasse. Em sua própria casa (Mt 9:10,11) com publicanos e pecadores. Com os discípulos (Lc 22:8-13) por ocasião da Páscoa. Na casa de Zaqueu, onde Ele mesmo se convidou (Lc 19:5,6), na casa de Marta, Maria e Lázaro (Lc 10:38). Na casa de Levi que lhe ofereceu um grande banquete (Lc 5:27-29). Na casa de Simão, o fariseu (Lc 7:36).

    Por muitas ocasiões Jesus mal conseguia comer por causa da multidão que sempre solicitava alguma coisa (Mc 3:20; 6:31-32).

    4. Como Jesus tratava seus pais e como era visto pelas pessoas?
    Era submisso a eles e todos gostavam dele e o admiravam. (Lc 2:40,47-52)

    5. O que Jesus teve que fazer para começar seu ministério e que idade tinha?
    Antes de começar seu ministério, Jesus se batizou nas águas e no Espírito Santo e jejuou 40 dias (Lc 3:21-23; 4:1,2; Mt 3:13; 4:1,2). Sua idade quando começou era de mais ou menos 30 anos (Lc 3:23).

    6. Como Ele tratava as pessoas em geral?
    Sempre as recebia, compadecendo-se delas; ensinava, confortava e curava. Elogiava as pessoas que tinham fé Nele (Lc 7:9,13,210. Perdoava seus pecados (Lc 7:44-50). Dava atenção aos excluídos (obs: mulheres e samaritanos eram excluídos pelos judeus) (Jo 4:7-9). Respondia com sabedoria e autoridade aos que o contradiziam (Jo 5:39-47).

    7. Como Ele tratava as crianças?
    Jesus as tratava bem, pegava no colo e as abençoava, mostrando a importância que tinham no Reino de Deus (Mc 10:13-16).

    8. Como Ele tratava os discípulos?
    Como um pai e amigo (Jo 15:15). Dava palavras de ânimo (Lc 5:8-10; Mc 6:50,51; Jo 14:1,27). Ensinava coisas a eles que não dizia à multidão (Lc 6:20; Mt 5:1,2; 11:1; 4:10-12). Às vezes, Jesus revelava-lhes coisas sobre Si mesmo que não dizia a mais ninguém (Mt 17:1,9). Se preocupava com a saúde deles e procurava estar com eles a sós (Mc 3:7-9; 6:30-32,45; Mt 8:18). Repartia com eles sua preocupação pelas outras pessoas (Mt 15:32).

    9. Quem era a família de Jesus?
    Sua mãe Maria, 4 irmãos e várias irmãs (Mt 13:55,56; Mc 6:3).

    José, o pai adotivo (Lc 3:23).

    Isabel, parenta de Maria, portanto também parente de Jesus, mas a Bíblia não diz qual o grau de parentesco.

    Salomé, irmã de Maria, mãe de Jesus, mulher de Zebedeu, foram tios de Jesus (Jo 19:25; Mt 27:56; Mc 15:40) sendo então que os filhos deste casal (Tiago e João) eram primos de Jesus (Mc 3:17). Os mesmos que eram seus discípulos.

    10. A família de Jesus cria no que Ele pregava?
    A sua mãe, sim (Jo 2:1-5). Os demais, no início não creram (Jo 7:3-5; Mc 3:20,21).

    11. Jesus trabalhava antes de começar seu ministério?
    Sim, como carpinteiro. Conforme o costume daquele tempo, os pais ensinavam sua profissão aos filhos. Então Jesus exercia o mesmo ofício de José, seu pai adotivo, por mais ou menos 18 anos (dos 13, quando o menino era considerado adulto, até os 30 anos). (Mc 6:3).

    12. Como Ele agia quando realizava os milagres?
    Era discreto e pedia às pessoas que não contassem o que Ele tinha feito (Mt 8:3,4; 9:27).Jesus não procurava “aparecer” nem chamar a atenção por 2 motivos: para se cumprir a Escritura a respeito Dele (Mt 12:15-21) e para que o povo não o impedisse de ir a todos os lugares onde tinha que proclamar o Evangelho (Lc 4:42,43).

    13. Como as pessoas reagiam diante dos milagres Dele?
    Alguns glorificavam a Deus. Ex.: o cego de Jericó (Lc 18:41-43). Outros se mostravam ingratos. Ex.: os 10 leprosos (Lc 17:12-18).

    Outros não acreditavam que fosse um milagre. Ex.: os fariseus quando Jesus curou o cego de nascença (Jo 9:1-3,6,7,15,16, 18,24-28).

    Outros o serviam (Mt 8:14,15). Ficavam admirados e maravilhados (Lc 4:36; Mt 8:26,27; Lc 4:32). Procuravam tocá-lo (Lc 6:19). Ficavam atônitos, desnorteados (Lc 5:26). Outros ficavam com medo e dominados de terror (Lc 8:35-37). Ficavam enfurecidos (Lc 6:7-11). Os principais sacerdotes e fariseus queriam matá-lo (Jo 11:47,48,53). Os sacerdotes queriam matar até Lázaro a quem Jesus tinha ressuscitado (Jo 12:10,11).

    14. Quem eram os amigos e os inimigos de Jesus?
    Amigos: os discípulos (Jo 15:15); Maria, Marta e Lázaro (Jo 11:1-5). Jesus tinha 3 amigos mais chegados que eram Pedro, Tiago e João (Mt 17:1-9; Mc 5:37; 14:33,34; Mt 20:20-24). Eles eram bem ousados com Jesus (em termos de intimidade no relacionamento) (Mc 10:35-41; Mt 14:25-32).

    Inimigos: os judeus religiosos (Jo 5:15-18; 7:1). Os principais líderes religiosos, sacerdotes e escribas (Lc 19:47).

    15. Jesus se irritava com alguém? Por que?
    Com os escribas e fariseus porque eram hipócritas, aqueles que conheciam a lei de Deus, mas não a praticavam e criticavam os outros (Mt 23:13,29-33). Com os vendedores no Templo porque estavam explorando o povo que ira adorar a Deus com seus sacrifícios. Os sacerdotes não aceitavam os animais que o povo trazia para sacrificar e mandavam que comprassem com os vendedores dali, que cobravam muito mais. Também o povo era obrigado a trocar o dinheiro que trazia como oferta por outra moeda e também eram explorados nisso. Jesus se irritou profundamente com isso. Jesus fez um chicote de cordas e saiu atrás dos vendedores e cambistas, expulsando homens e animais, virando mesas e derramando o dinheiro dos cambistas pelo chão (Mc 11:15-18; Jo 2:14-16).

    16. Jesus mostrava suas emoções? Quando?
    Comoveu-se e chorou vendo o sofrimento de Maria e dos judeus quando Lázaro morreu (Jo 11:33-38).
    Condoeu-se com o homem da mão ressequida e indignou-se com os fariseus por causa de seus corações endurecidos (Mc 3:1-5).
    Teve compaixão das multidões que o seguiam (Mt 9:36).
    Sentiu pavor, angústia e profunda tristeza quando estava prestes a ser preso (Mc 14:33-35).
    Ficou decepcionado com Pedro por dormir na hora em que Jesus precisava dele (Mc 14:37,41).
    Se compadeceu de uma viúva durante o enterro do filho dela. (Lc 7:12,13).
    Chorou por causa da incredulidade de Jerusalém (Lc 19:41-44).
    Se compadeceu profundamente com um leproso (Mc 1:40,41).
    Admirou-se da incredulidade dos nazarenos e da fé de um centurião (chefe de cem soldados) (Mt 6:1-6; 8:10).
    Teve compaixão da multidão que estava com Ele (Mc 8:1-3).
    Exultou, isto é, encheu-se de muita alegria (Lc 10:21-24).
    17. Onde Jesus costumava ensinar?
    Por toda parte (At 10:38). No templo (Lc 20:1). Nas cidades (Mt 11:1; Lc 8:1). Nas sinagogas (Mt 4:23). Na terra da Judéia (Jo 3:22; 4:1,2). No monte (Mt 5:1). No barco (Lc 5:3). À beira-mar (Mt 4:1).

    18. Como Jesus agia em relação a expulsão de demônios?
    Ele não deixava que os demônios falassem (Lc 4:33-35,41; Mc 3:11,12).

    Curiosidades:
    Por causa da multidão que queria tocá-lo, Jesus pediu aos discípulos que sempre tivessem pronto um barquinho para não ser comprimido (Mc 3:9,10).

    A pecadora que ungiu os pés de Jesus, lavou-os com suas lágrimas e enxugou com seus cabelos não era Maria Madalena. Era Maria, irmã de Lázaro. Ela fez isso duas vezes. Em Betânia, na casa de Simão, depois da ressurreição de Lázaro (Lc 7:36-50; Mc 14:3-6; Jo 11:1,2). Nas duas vezes foi criticada por seu gesto (Jo 12:18; Mt 26:6-13).

    Sobre Maria Madalena, a Bíblia traz informações de que dela foram expulsos 7 demônios (Lc 8:2). Foi a primeira pessoa que viu Jesus ressuscitado (Mc 16:9-11; Jo 20:1-18). Foi uma das Marias que estavam no sepultamento de Jesus (Mt 27:60,61; Mc 15:46,47; 16:1-9) e que foi ao túmulo para embalsamá-lo. Também foi a primeira a contar aos discípulos sobre a ressurreição de Jesus (Jo 20:18; Mc 16:9-11).

    Por Mauro Fraga
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    Uma história de fé e confiança no socorro divino. Deus não desampara aqueles que a Ele são fiéis.

    A multiplicação do azeite da viúva pelo profeta Eliseu, nos traz uma lição de vida acerca do amor do Pai para com os seus pequeninos.

    Ele não abandona os seus servos, mas os ouve nas suas angústias. Nas horas mais difíceis Deus está preparado para atender o justo clamor dos necessitados.

    A fidelidade do Senhor está presente em vida e até depois da morte, pois ainda que nós sejamos infiéis, Ele o Senhor permanece fiel e vela pela sua palavra, para fazer cumprir as suas promessas na nossa vida e da nossa família.

    Procuramos neste estudo abordar os pontos mais relevantes do texto de 2 reis 4:1-7, mas antes para entendermos melhor esta passagem, vamos ver como estava a situação das viúvas no antigo testamento, em Israel.

    Esta história em que Eliseu multiplica o azeite da viúva, ilustra um pouco da luta histórica que as mulheres passavam e do estigma religioso que recaía sobre elas. Sobre a mulher pesavam os duros trabalhos do lar, a mulher trabalhava no campo, fazia pão, tecia e etc.

    Mas a mulher não herdava de seu marido, nem as filhas de seu pai. O voto de uma mulher casada não tinha validade, a não ser se fosse consentido por seu marido, que tinha o poder de anulá-lo. Na família, a estima da mulher só aumentava quando ela se tornava mãe, sobretudo de um filho varão.

    Do ponto de vista social e jurídico, a situação da mulher em Israel era inferior a que tinha nos países vizinhos. A mulher tinha quase sempre, todos os direitos de um chefe de família no Egito. Na Babilônia ela poderia adquirir bens, agir judicialmente, e ter parte na herança de seu marido.

    Mas no reino do norte de Israel, muito frequentemente, as viúvas, principalmente as cheias de filhos, encontravam-se em condições miseráveis. E elas eram protegidas pela lei religiosa, parte que os homens pareciam ignorar. A Lei recomendava a caridade do povo, juntamente com os órfãos e os estrangeiros.

    "A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor." Êxodo 22:22-23

    No antigo oriente, as viúvas por si mesmas já eram muito vulneráveis à pobreza. A viúva de um profeta ficava ainda mais exposta a passar dificuldades, pois os profetas eram muito pobres na época. Eles estavam preocupados em buscar as coisas de cima.

    Os profetas não pensavam a vida a não ser em vivê-la por meio da espiritualidade e do entendimento a cerca de Deus e da sua vontade. E a esposa de um desses profetas, desamparada, desesperada, vem ao homem de Deus com um relato dramático:

    "E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos." 2 Reis 4:1
    A lei israelita permitia, como forma de proteção ao credor, que se tomasse os filhos dos devedores, para que trabalhassem até que a dívida fosse paga. Mas em Deuteronômio 15:1-18, há uma ressalva para que isto não fosse feito em tempos de fome ou grandes necessidades.

    As pessoas que viviam na pobreza tinham uma vida muito dura. Eles tinham que enfrentar a desesperança todos os dias. Coisas simples como comida e roupas faziam a diferença entre vida e morte. E os problemas da viúva foram multiplicados com a morte de seu marido, deixando dívidas que ela não podia pagar.

    E é fato que esta pobre mulher vem a Eliseu, logo após a guerra entre os reis de Israel (reino do norte) e de Judá (reino do sul), contra o rei dos moabitas. A morte e pobreza extrema estão sempre ligados às misérias da guerra.

    Geralmente o tipo de pedido que a viúva fez a Eliseu, era direcionado ao rei, a autoridade judicial suprema do país. Porém como a Lei não proibia a tomada dos filhos pelo credor, e como era algo já culturalmente aceito (até nas demais nações em redor de Israel, de acordo com o código de Hamurabi, artigo 117), a viúva não viu outra saída, a não ser clamar pela misericórdia divina.

    "Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;" Romanos 12:13
    Profundo o testemunho que esta mulher dá a respeito do seu falecido marido. Ela vem a Eliseu demonstrando muito respeito e humildade. Com seu coração quebrantado, chama-o de Senhor, pois sabia que o seu pedido se dirigia a Deus, através do seu profeta.

    A viúva em suas palavras, estava dizendo apenas uma verdade para Eliseu e não uma reclamação. Ela fala do fato inegável de que Eliseu conhecia a lealdade com que seu falecido marido servia a Deus e ao próprio Eliseu. Ela o relembra da vida piedosa que seu marido teve.

    E na sua extrema necessidade, apenas apresenta a sua justa causa ao homem de Deus e ao próprio Deus. A causa dela era justa, não pedia por riqueza ou status, ou que Eliseu descumprisse a Lei, mas queria apenas um livramento, pela vida de seus filhos.

    A forma como fala, demonstra a sua grande fé. Perceba que ela não pede nada a Eliseu, mas apenas o deixa ciente da sua miséria, ou seja, ela confiava que Deus sabia o que era melhor para a sua família. E se colocou totalmente debaixo da providência divina.

    Também é fato que se Eliseu havia atendido a pessoas importantes como os reis de israel e os capitães dos seus exércitos, ele da mesma forma não deixou de ouvir o clamor de uma pobre viúva.

    Deus não abandona aqueles que lhe são fiéis. Deus é fiel na vida e na morte, e promete proteger até os filhos dos filhos de milhares daqueles que o amam e o obedecem.

    "E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos." Êxodo 20:6
    A viúva apresentou e entregou o seu caso nas mãos de Deus, correu para o abrigo certo, o descanso em Deus. E logo veio a resposta divina. O profeta Eliseu, viu que o testemunho de um servo fiel a Deus, mesmo que morto, ainda falava.

    "Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala." Hebreus 11:4
    Então Eliseu pergunta o que a viúva tinha em sua casa, para que Deus usasse em seu socorro.

    "E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite." 2 Reis 4:2
    Na verdade, pela fé, ela já possuía tudo o que precisava. E Eliseu, como homem de fé, que enxergava o sobrenatual, discerniu rapidamente o que Deus queria realizar antes mesmo que ela terminasse de falar.

    Era como o que havia ocorrido com Elias, quando orou para que chovesse sobre Israel e mandou o seu servo olhar se já havia alguma nuvem.

    "E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça." 1 Reis 18:44
    A viúva via uma pequena botija com azeite, mas Eliseu contemplava o sustento, a benção e uma grande abundância de víveres na casa daquela pobre mulher.

    O azeite era usado como um remédio para a aflição do estômago e como um bálsamo para curar feridas. Era também utilizado como combustível para as lâmpadas em casas.

    Soldados passavam frequentemente azeite nos escudos de couro que eles utilizavam nas batalhas. Isso prevenia os escudos de tornarem-se frágeis.

    O unguento era também a base para fazer perfumes e pomadas perfumadas muito caras. Um pote a base de óleo, mirra e incenso, poderia ser vendido por um preço que equivalia a um ano de salário de um trabalhador.

    Este era o livramento que o Senhor havia preparado para a vúva e seus filhos. Deus não desampara os seus servos, jamais!

    Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia." 2 Reis 4:3-4
    O milagre ficava então limitado a tanto quanto fosse a fé dela, pois quanto mais vasos conseguisse, mais puro azeite receberia. Ela seguiu a palavra profética de Deus, através de Eliseu, e o óleo não parou enquanto ainda havia vasos vazios.

    E segundo a instrução de Eliseu, ela deveria vender o azeite, pagar a dívida e viver do que sobrasse. A viúva que clamava pela vida de seus filhos, foi atendida para muito além do que pediu ou pensou. Com certeza ela nunca imaginou tamanha benção.

    Grande foi o livramento e grande foi a benção do Senhor naquela família!

    "Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera," Efésios 3:20
    Há momentos em que as circunstâncias nos levam a situações semelhantes a da multiplicação do azeite da viúva. Horas difíceis, quando achamos que nada mais nos resta na vida. Sentimentos de vazio, de abandono podem passar no coração. É como se estivéssemos perdidos por caminhos sem solução.

    Mas aprendo nesta mensagem, que se ainda houver um pouquinho de azeite na nossa dispensa, Deus poderá usar para nos projetar em caminhos de vitórias. O azeite é o Espírito Santo, e Ele habita em você.

    E Deus pode multiplicar esse azeite, de forma a te ungir poderosamente, e te envolver com esse unguento Santo. E o que você tem em casa? O que você sabe fazer? As vezes achamos que é pouco, que é desprezível o que sabemos. Mas com a unção do Espírito Santo, esse pouco pode se transformar em abundância.

    Deus usa as pequenas coisas para confundir as grandes. Deus usa os fracos para confundir os fortes. O seu poder se aperfeiçoa na fraqueza.

    Peça, clame, ore, apresente a sua causa a Deus. E confie, faça, realize, pois com a unção do Espírito, enquanto houver vaso vazio o óleo não vai parar.
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    Uma das histórias mais bonitas da blíblia, esta que nos fala sobre o cego de Jericó. Certamente Bartimeu soube também como "derrubar as muralhas" que cercavam sua vida. Bartimeu, cego de nascença, não possuía nome próprio.

    Bartimeu é uma designação hebraica para o termo "filho de Timeu". Ele vivia em uma sociedade dominada pela crença no conceito da "causa e efeito".

    Os judeus acreditavam em padecimento por enfermidade de nascença, diretamente ligada a seus próprios pecados ou pelos pecados de seus pais.

    Muito preconceito e discriminação Bartimeu sofria. Sempre lembrado por sua condição de cego, da acusação de ser um pecador. Era a vergonha de seus pais e desgraça da família. Segundo o que acreditavam os judeus, um sinal da visitação de Deus à maldade humana, uma espécie de maldição hereditária.

    Deixado por seus pais, à beira do caminho mendigava. Não possuía casa, nunca saberia o que é ter um lar com esposa, filhos, netos. Imagino seus complexos, seus questionamentos. Vivendo na solidão das trevas, isolado dos homens por preconceitos que se assemelhavam às muralhas que séculos atrás circundaram aquela cidade.

    Difícil entender esta postura judaica da época, pois muitas vezes Deus havia falado por meio da lei e dos profetas, sobre o cuidado especial e o amor que os Israelitas deveriam dispensar aos portadores de necessidades especiais. Há também mandamentos recomendando a divisão e a distribuição de alimentos e mantimentos para os necessitados.

    "Aquele que tiver duas túnicas reparta com aquele que não tem e quem tiver alimentos, faça de igual forma." - Lucas 3:11
    Ignorando os mandamentos divinos, os judeus como que erguiam barreiras sociais entre si que se chegavam à muralhas psicológicas intransponíveis.

    Jericó está situada cerca de 27km de Jerusalém, ao lado ocidental do rio Jordão, próximo a uma região montanhosa que conduz à serra de Judá. Também conhecida como cidade das palmeiras, é uma região de solo fértil, propício à agricultura.

    As aguas do rio Jordão atraíam animais, que o fazíam de bebedouro. Um ótimo local para fixar habitação, o que fez com que seus primeiros habitantes buscassem proteção contra invasão de outros povos. Uma das soluções aplicadas foi a construção das antigas muralhas de Jericó.

    As muralhas de Jericó mediam cerca de 10m de altura e tinham cerca de 4m de largura. Eram dois grandes muros com um espaçamento de cerca de 3m entre ambos. Eram tão grandes e imponentes que sustentavam casas transversas entre os dois muros, como a da prostituta Raabe.

    A história da queda das muralhas de Jericó nos ensina um meio poderoso para vencer dificuldades e problemas tidos como insolúveis. Certamente o cego Bartimeu conhecia esta história e aplicou este ensinamento para mudar o curso de sua vida.

    A bíblia nos informa que no passado, após terem circundado as muralhas por sete dias, ao sétimo dia, Josué e o povo circundaram a cidade sete vezes. Ao término da sétima volta, após o toque das trombetas, houve um grande brado de todo o povo de Israel. Este brado, ou seja, as suas vozes reverberaram para derrubar as muralhas de Jericó.

    Jesus quando de sua aproximação de Jericó, sabia que encontraria muralhas ainda maiores que aquelas vencidas por Josué. As de Josué ao menos eram tangíveis, feitas de pedras, tijolos e etc. As que Jesus estava por enfrentar não podiam ser palpadas, não podiam ser vistas, mas estavam bem ali no coração do homem, encarcerando vidas. Muralhas do preconceito e discriminação, fazendo acepção e separação das pessoas.

    Contra estas muralhas não se podia usar armas físicas. Não era possível utilizar máquinas ou explosivos. Ao tempo que estas barreiras estão alicerçadas no coração humano, somente fé e clamor são eficazes.

    Assim como o povo de Deus no passado, houvera usado suas vozes, clamando com grande brado para que se derrubasse as antigas muralhas, assim da mesma forma Bartimeu, o cego de Jericó, clamando em alta voz, não se importou com aqueles que mandaram que se calasse. Antes continuou clamando. Sabia ele que esta é a chave da vitória.

    Naquele momento, o brado de Bartimeu, ou seja o seu clamor, reverberou contra as muralhas do preconceito e discriminação.

    "A um coração quebrantado e contrito tu não resistirás, ó Deus" - SL51:17
    A oração e o clamor de um justo "pode muito em seus efeitos". Diz a bíblia que o clamor do cego de Jericó chegou ao mestre dizendo "filho de Davi, tenha misericórdia de mim".

    E por causa do clamor de Bartimeu, Jesus não pôde resistir, utiliza de seu grande poder e restaura a visão e a dignidade do cego de Jericó. O nosso Mestre derruba agora as muralhas do preconceito e insere Bartimeu na sociedade Israelita.

    Acabou aquela vida miserável. Acabou aquele sentimento de culpa, de maldição hereditária, carregada com tanto peso. Agora o somente o jugo suave e o fardo leve.

    Jesus dá uma lição que aquela sociedade e os seus discípulos jamais esqueceriam, não podemos nos isolar em conceitos e preconceitos e deixar de enxergar que o amor, a misericórdia e o perdão devem estar em primeiro lugar em nossos corações.
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    Cura espiritual, são assuntos de especial significância. Traz-se à atenção a responsabilidade dos líderes do Israel natural nestes assuntos. “Desde o profeta até mesmo ao sacerdote, cada um [agia] de modo falso” nos dias de Jeremias, fingindo ao mesmo tempo sarar o quebrantamento do povo de Deus, afirmando que tudo estava bem. (Je 6:13, 14; 8:11) Neste respeito, eram muito semelhantes aos consoladores de Jó, “médicos sem valor algum”. — Jó 13:4.

    Em poucos casos, objetos inanimados eram curados, no sentido de serem recuperados outra vez, assim como o altar derrubado que Elias restaurou. (1Rs 18:30) Também, o profeta Eliseu curou as águas perto de Jericó, de modo que não mais causaram abortos. (2Rs 2:19-22) Jeremias, porém, destroçou a botija de oleiro tão completamente, que não podia ser consertada, isto é, estava além de restauração, e deste modo proveu uma bela ilustração. “Assim”, declarou Jeová, “destroçarei este povo e esta cidade, como alguém destroça o vaso do oleiro de modo que não possa ser consertado [uma forma de ra·fáʼ; literalmente: curado]”. — Je 19:11; compare isso com 2Cr 36:15-17.
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    “Estaca de tortura”, em Mt 27:40, é a expressão usada em conexão com a execução de Jesus no Calvário, isto é, o Lugar da Caveira. Não há nenhuma evidência de que a palavra grega stau·rós significasse aqui cruz, tal como os pagãos usavam como símbolo religioso durante muitos séculos antes de Cristo.

    No grego clássico, a palavra stau·rós significava apenas estaca ou poste vertical, ou estaca de fundação. O verbo stau·ró·o significava cercar com estacas para formar uma estacada ou paliçada. Os escritores inspirados das Escrituras Gregas Cristãs escreveram no grego comum (koi·né) e usaram a palavra stau·rós para se referir à mesma coisa que no grego clássico, a saber, a uma simples estaca ou poste, sem trave de qualquer espécie ou em qualquer ângulo. Não há prova ao contrário. Os apóstolos Pedro e Paulo também usaram a palavra xý·lon para se referir ao instrumento de tortura em que Jesus foi pregado, e isto mostra que se tratava duma estaca vertical sem trave, porque este é o significado de xý·lon neste sentido especial. (At 5:30; 10:39; 13:29; Gál 3:13; 1Pe 2:24) Na LXX encontramos xý·lon em Esd 6:11 (2 Esdras 6:11), e ali é mencionado como viga em que o violador da lei devia ser pendurado, do mesmo modo que em At 5:30; 10:39.

    Sobre o significado de stau·rós diz W. E. Vine, na sua obra An Expository Dictionary of New Testament Words (reimpressão de 1966), Vol. I, p. 256: “STAUROS (σταυρός) denota primariamente um poste ou uma estaca vertical. Em tais pregavam-se malfeitores para serem executados. Tanto o substantivo como o verbo stauroō, prender a uma estaca ou poste, originalmente devem ser diferenciados da forma eclesiástica de uma cruz de duas traves. A forma desta última teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz (tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do 3.° séc. A.D., as igrejas ou se tinham apartado ou tinham parodiado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, aceitavam-se pagãos nas igrejas, à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reterem seus sinais e símbolos pagãos. Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com o madeiro atravessado um pouco abaixado, para representar a cruz de Cristo.”

    O dicionário latino de Lewis e Short apresenta o sentido básico de crux como “uma árvore, armação ou outro instrumento de execução feito de madeira em que se pregavam ou penduravam criminosos”. Nos escritos de Lívio, historiador romano do primeiro século AEC, crux significa apenas uma estaca. “Cruz” é apenas um significado posterior de crux. Uma simples estaca para se fixar nela um criminoso era chamada em latim de crux sím·plex. Tal instrumento de tortura foi ilustrado por Justo Lipsio (1547-1606) no seu livro De cruce libri tres, Antuérpia, 1629, p. 19. A fotografia da crux simplex na nossa p. 1518 é uma reprodução exata tirada de seu livro.

    O livro Das Kreuz und die Kreuzigung (A Cruz e a Crucificação), de Hermann Fulda, Breslau, 1878, p. 109, diz: “Nem sempre havia árvores disponíveis nos lugares escolhidos para a execução pública. De modo que uma simples viga era fincada no chão. Os renegados eram amarrados ou pregados nela pelas mãos erguidas e muitas vezes também pelos pés.” Depois de apresentar muita prova, Fulda conclui nas pp. 219, 220: “Jesus morreu numa simples estaca de morte: Em apoio disto falam

    (a) o uso então costumeiro deste meio de execução no Oriente,

    (b) indiretamente, a própria história dos sofrimentos de Jesus e

    (c) muitas expressões dos primitivos padres da igreja.”

    Paul Wilhelm Schmidt, que fora professor na Universidade de Basiléia, na sua obra Die Geschichte Jesu (A História de Jesus), Vol. 2, Tübingen e Leipzig, Alemanha, 1904, pp. 386-394, fez um estudo detalhado da palavra grega stau·rós. Na p. 386 de sua obra ele diz:

    “σταυρός [stau·rós] refere-se a todo poste ou tronco de árvore ereto, vertical.”

    A respeito da execução da punição imposta a Jesus, P. W. Schmidt escreveu nas pp. 387-389:

    “Além dos açoites, segundo os relatos evangélicos, só entra em consideração a forma mais simples de crucificação romana para a punição imposta a Jesus, a suspensão do corpo despido numa estaca, a qual, a propósito, Jesus teve de carregar ou arrastar até o lugar da execução, para intensificar a ignominiosa punição. . . . Tudo o mais, além duma simples suspensão, é refutado pela grande escala em que esta execução muitas vezes era realizada: 2000 de uma só vez por Varo (Ant. Jos. XVII 10. 10), por Quadrato (Guerras Judaicas [em inglês] II 12. 6), pelo Procurador Félix (Guerras Judaicas II 15. 2 [13. 2]), por Tito (Guerras Judaicas VII. 1 [V 11. 1]).”

    Portanto, falta totalmente qualquer evidência de que Jesus Cristo tenha sido crucificado em dois pedaços de madeira colocados em ângulo reto. Não queremos acrescentar nada à Palavra escrita de Deus pela inserção nas Escrituras inspiradas do conceito pagão da cruz, mas vertemos stau·rós e xý·lon de acordo com o significado mais simples. Visto que Jesus usou stau·rós para representar o sofrimento e a vergonha ou tortura de seus seguidores (Mt 16:24), traduzimos stau·rós por “estaca de tortura”, para diferenciá-la de xý·lon, que traduzimos por “madeiro”, ou, na nota ao pé da página, por “árvore”, como em At 5:30.

    FIM DESTE ARTIGO
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