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Autoridades apelam à solidariedade com deslocados

Niassa
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Em Moçambique, mais de 1.070 famílias de deslocados vão ser reassentadas. O secretário de Estado do Niassa pede apoios para quase 4.000 pessoas que fugiram dos ataques de insurgentes.
Há um mês, homens armados espalharam o terror, mataram, queimaram casas e sequestraram residentes em várias localidades do distrito de Mecula, na província do Niassa.


Mais de mil famílias foram forçadas a abandonar os seus lares e a procurar abrigo em locais sem qualquer segurança, impedidas de ganharem o seu sustento. Agora, pretende-se que sejam reassentados na localidade de Macassangir, no distrito de Chimbonila.
No total, quase 4.000 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, fugiram de Naulala um e Naulala dois, Macalange, Licengue e Temene. Estão atualmente acampadas na sede do distrito de Mecula.
Niassa conta com ajuda da população
Segundo o secretário de Estado da província de Niassa, Dinis Vilanculo, a ajuda de todos é necessária.
"Apelo à população de Niassa e aos nossos parceiros de cooperação para continuarmos com o movimento de solidariedade", afirmou.

O governador quer mobilizar recursos, especialmente víveres para assegurar a alimentação dos deslocados. "Nós devíamos comparticipar porque eles ficaram sem nada, viram as suas habitações a serem incendiadas", explica.
Além de comida, são também necessárias roupas, enxadas e catanas, diz Vilanculo.
Segundo o secretário de Estado, as famílias vão ser reassentadas em breve. O plano é mover os deslocados da sede de Mecula para Macassangir: "No distrito de Chimbonila já foi identificada uma zona de reassentamento, ondem decorrem ações de preparação para o acolhimento dos nossos deslocados,"
Número de deslocados excede registos
Ainda assim, o administrador do distrito de Mecula aponta problemas. António Joaquim afirma que tem sob a sua gestão 1.192 famílias - 3.803 pessoas - mas admite que o número de famílias deslocadas devido aos ataques terroristas pode ser superior ao registado no centro de acolhimento.
O responsável garante que está a ser disponibilizado "o básico" para as pessoas sobreviverem: "temos farinha, arroz, feijão, ninguém passa o dia sem refeição". Confia também no trabalho das forças de segurança, para manter a segurança no distrito. "Neste momento, reina uma tranquilidade devido ao trabalho dos oficiais".
Apesar dos planos para reassentamento, há quem tema abandonar o distrito onde nasceu, como é o caso de Mateus Lino.
"Nós aqui, crescemos e fizemos as nossas famílias, machambas. Mas vamos fazer o quê, se ficarmos podemos morrer ou ser feridos, mais vale irmos para lá", afirma. "Mas queremos um lugar para fazermos as nossas machambas".

Fonte:da Redação e da dw.com
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
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