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Fátima Mimbire estreia-se na política com as cores do MDM

Política
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A ativista Fátima Mimbire confirmou à DW que vai concorrer ao Parlamento moçambicano nas eleições de 9 de outubro como cabeça de lista do MDM, em Maputo. "A Assembleia da República é um espaço que pertence a todos", diz.


Fátima Mimbire começou a sua carreira como jornalista, mas notabilizou-se como ativista social. Agora, decidiu concorrer ao Parlamento moçambicano nas eleições de 9 de outubro como cabeça de lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido do país, no círculo eleitoral da província de Maputo, a convite do partido.

Em entrevista exclusiva à DW África, a candidata responde aos críticos que dizem que esta decisão não surpreende, alegando que há muito que Fátima Mimbire se vinha escondendo atrás do ativismo para fazer política partidária.

DW África: Porque é que decidiu mudar de campo?

Fátima Mimbire (FM): O número três do artigo 169 da Constituição da República permite que as listas partidárias para a Assembleia da República possam integrar pessoas que não são necessariamente membros dos partidos, portanto cidadãos não-membros dos partidos. Eu recebi um convite do MDM para integrar a lista deles para a Assembleia da República e o nosso acordo foi que eu não me filiaria ao partido, portanto eu não entro para a lista do MDM como membro do partido, não sou membro do partido, mas como uma cidadã que eles veem qualidade nas suas intervenções e que gostariam de ter no seu grupo para poder integrar a Assembleia da República e com eles ajudar a construir o nosso país.
Fátima Mimbire em entrevista exclusiva à DW
03:42

DW África: E como é que se defende das críticas de que já estava mesmo a fazer política partidária sob a capa da sociedade civil, ou seja, de ativista social?

FM: Antes de entrar para a sociedade civil eu era jornalista e já nessa altura algumas pessoas tinham essa ideia de que falar livremente, ter opiniões próprias, questionar, você é sempre oposição. Estar na sociedade civil, levantar questões, desafiar, você é oposição. Eu não estou nem tão pouco preocupada com esse tipo de críticas porque sempre que você não age dentro da caixa, você é conotado como sendo da oposição. A própria sociedade civil como um todo é tida como oposição. Eu sinceramente não sei o que as pessoas querem. Efetivamente eu tomei a decisão individual, particular, de sair da advocacia cívica para entrar para uma luta dentro de uma estrutura que infelizmente exige que seja por via partidária. E um ponto que eu acho que é importante as pessoas perceberem é que a Assembleia da República não é um espaço de partidos políticos. Isso é um equívoco muito grande que as pessoas estão a cometer. A Assembleia da República é um espaço que pertence a todos os moçambicanos. Portanto é um espaço de representação dos moçambicanos conforme o artigo 167 da Constituição da República.

DW África: Então porque é que não tinha tomado essa decisão muito antes?

FM: Primeiro porque nunca tinha tido um convite que me convencesse que fosse o momento certo para entrar para a política ativa. Segundo, e devo lhe confessar, as eleições passadas mostraram que as pessoas estão mesmo a querer uma mudança pela forma como as pessoas se posicionaram nestas eleições e deram uma popularidade, digamos, à RENAMO que poderia ter maximizado essa oportunidade e a RENAMO não a maximizou, muito pelo contrário, agiu em contramão daquilo que é a defesa do interesse público. O meu pensamento foi bom. Talvez este é momento de eu também entrar para a política e, quiçá, ajudar. Porque temos a FRELIMO e a RENAMO e depois não tínhamos mais nada, para além do MDM, que era um partido muito pequeno, mas que já estava na Assembleia da República.

DW África: E não acha que se falhar a sua eleição como cabeça de lista, poderá pôr em causa também o seu futuro como ativista, aquele nome que tinha na sociedade civil?

FM: O país está neste momento numa fase crítica e nós não podemos continuar a omitir. Com credibilidade, se as pessoas me acham mais credível, menos credível, o ponto é que eu tenho uma luta. E esta luta é ela que me motiva, não a simpatia das pessoas. Então, se eu vou perder simpatia se eu não conseguir ser eleita, não tem nenhum problema. É um custo que eu tenho de pagar pelas minhas decisões. Mas eu estou consciente de que as tomei de forma livre, de forma consciente.


Fonte:da Redação e da DW
Reeditado para:Noticias do Stop 2024
Outras fontes • AFP, AP, TASS, EBS
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